Alagoas

Óleo não foi causa da morte de golfinho encontrado no Litoral Sul de Alagoas

Redação TNH1 com informações do IMA | 14/10/19 - 18h03 - Atualizado em 15/10/19 - 07h58
Instituto Biota

A Gestão de Fauna do Instituto do Meio Ambiente (IMA) descartou que o óleo que tem aparecido na costa nordestina tenha sido a causa da morte de um golfinho, da espécie Sotalia Guianensis, popularmente conhecido como boto cinza, encontrado morto na manhã do domingo (13), numa praia de Feliz Deserto, cidade do litoral Sul de Alagoas. Segundo o IMA, o animal apresentava marcas causadas por redes de pesca.

A conclusão foi feita horas após avaliação do Instituto Biota de Conservação, que antecipou em entrevista à TV Pajuçara que a causa da morte não tinha sido o petróleo, apesar de o animal apresentar manchas.

"Foi descartada a possibilidade de morte por contato com petróleo; o animal apresentava marcas de interação negativa com pesca (marcas de rede de pesca) e que o mesmo pode ter vindo a encalhar já em óbito”, afirma a nota divulgada pelo IMA no final da tarde.

Segundo Epitácio Correia, gerente de Fauna, Flora e Unidades de Conservação do IMA, os dados oficiais, atualizados na segunda-feira (14) pelo Núcleo de Monitoramento e Informações Ambientais – NMI/IBAMA/RN, há o registro de quatro ocorrências de fauna afetada por óleo na costa alagoana, sendo 02 tartarugas vivas e 02 tartarugas mortas. 

Entretanto, nos casos dos animais mortos, ainda não é possível afirmar que a causa do óbito tenha sido por causa do óleo bruto. Isso porque os animais já foram encontrados em avançado estado de decomposição e putrefação, de modo que os animais podem ter sido atingidos depois, a necropsia é que deverá apontar a causa. 

As duas tartarugas vivas foram encaminhadas para centro especializado no Estado de Sergipe, montado para recebimento de animais afetados pelo petróleo no Nordeste.

A orientação para a população é que, ao se deparar com a presença de algum animal afetado pelo óleo em situação de encalhe, entre em contato o mais rápido possível com os órgãos ambientais, para o atendimento emergencial.