Operação Pater: cinco comandados por líderes de facção no Rio são presos em AL

Publicado em 09/09/2026, às 07h20
Reprodução/Video
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Por TNH1 com Ascom SSP

A Operação Pater, focada em uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas e porte ilegal de armas, foi iniciada em Alagoas, resultando na prisão de cinco indivíduos em Maceió e Marechal Deodoro, que são supostamente comandados por líderes da facção Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

A investigação, realizada pelo GAECO e pela CHEGII/SSP, revelou que o grupo utilizava uma abordagem paternalista para controlar o território e recrutar novos membros, o que reforça sua influência na comunidade local.

Cerca de 50 agentes de segurança pública estão envolvidos na operação, que conta com a participação de diversas unidades da Polícia Militar e Civil, enquanto as autoridades incentivam a população a colaborar com denúncias anônimas para combater a criminalidade.

Resumo gerado por IA

A Operação Pater, cujo o alvo é uma organização criminosa com atuação no tráfico de drogas e no porte ilegal de armas de fogo, foi deflagrada nesta quarta-feira (9), através da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/AL) e do Ministério Público de Alagoas (MPAL), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). Até o momento, cinco pessoas foram presas em Maceió e Marechal Deodoro. Elas seriam comandadas por líderes da facção Comando Vermelho homiziados no Rio de Janeiro.

Os agentes que participam da ação policial cumprem 16 mandados judiciais expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital, sendo oito de prisão, sete de busca e apreensão e uma medida cautelar diversa da prisão. A polícia está nas ruas nos bairros da Levada e Cidade Universitária, em Maceió, e no município de Marechal Deodoro. 

A investigação

A investigação foi conduzida de forma integrada pelo GAECO e pela Chefia Geral de Inteligência Integrada (CHEGII/SSP) e identificou a estrutura e a atuação do grupo responsável pelo tráfico de drogas nas áreas investigadas.

De acordo com as investigações, a organização utilizava uma imagem de liderança paternalista e ações de aparente assistência à comunidade como forma de exercer controle territorial, obter apoio e aliciar terceiros para a prática de crimes. O nome da operação, Pater, termo de origem latina que significa “pai” ou “patriarca”, faz referência a essa característica atribuída à liderança investigada.

Segundo as investigações, o grupo possui vínculo com a facção criminosa Comando Vermelho (CV) e as lideranças de Alagoas estão homiziadas no Rio de Janeiro.

Mobilização e efetivo

A operação mobiliza aproximadamente 50 agentes de segurança pública. Pela Polícia Militar de Alagoas, participam equipes do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e Rondas Ostensivas Táticas Motorizadas (ROTAM). Pela Polícia Civil, atuam equipes do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO).

A SSP/AL e o MPAL destacam a importância da colaboração da população no combate à criminalidade. Denúncias podem ser feitas de forma anônima e segura pelo Disque-Denúncia, no número 181.

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