Organizadas de CSA, CRB e Sport são suspensas dos estádios; entenda

Publicado em 25/09/2026, às 16h10
Divulgação / Uberlândia / Renato Alexandre
Divulgação / Uberlândia / Renato Alexandre

Por Gabriel Amorim

A Justiça de Alagoas determinou a suspensão de três torcidas organizadas: Mancha Azul, do CSA, Comando Alvi Rubro, do CRB, e Torcida Jovem, do Sport. As duas primeiras ficam afastadas dos estádios por um ano, enquanto a organizada do clube pernambucano foi suspensa por dois anos.

Além do afastamento, as decisões proíbem a concentração das torcidas em um raio de 5 km dos estádios, três horas antes e três horas após as partidas. Também foram determinadas restrições ao uso de materiais das organizadas e a suspensão de 20 perfis ligados à Mancha Azul e 13 ligados à Comando Alvi Rubro no Instagram.

As decisões consideraram episódios de violência envolvendo torcedores, incluindo os registrados na partida entre CRB e Sport, em 15 de setembro, no Rei Pelé. Na ocasião, torcedores das duas equipes entraram em confronto com o policiamento, e dois militares precisaram de atendimento médico.

No caso da Mancha Azul, a decisão também cita outros episódios registrados desde agosto de 2025, incluindo confrontos, agressões e ataques envolvendo torcedores. A reportagem não conseguiu localizar as defesas das três organizadas. O espaço segue aberto.

Resumo gerado por IA

A Justiça de Alagoas determinou a suspensão de três torcidas organizadas. As decisões, assinadas na quinta-feira (24), atingem a Mancha Azul, do CSA, a Comando Alvi Rubro, do CRB, e a Torcida Jovem, do Sport.

A reportagem teve acesso às decisões. Elas determinam, entre outras medidas, que a Mancha Azul e a Comando Alvi Rubro fiquem afastadas dos estádios de Alagoas por um ano, enquanto a Torcida Jovem do Sport ficará impedida de frequentá-los por dois anos.

Confira as punições para cada uma delas:

  • Mancha Azul, do CSA: suspensão por um ano; proibição de concentração num raio de 5 km dos estádios, três horas antes e após as partidas; restrição ao uso de materiais da organizada; e suspensão de 20 perfis no Instagram;
  • Comando Alvi Rubro, do CRB: suspensão por um ano, proibição de concentração num raio de 5 km dos estádios, três horas antes e após as partidas; restrição ao uso de itens da organizada e suspensão de 13 perfis no Instagram;
  • Torcida Jovem do Sport: suspensão por dois anos; proibição de concentração num raio de 5 km dos estádios, três horas antes e após as partidas e proibição do uso de materiais que identifiquem a organizada.

CRB x SPORT

A decisão surge após os episódios registrados na vitória do CRB por 2 a 1 sobre o Sport, no dia 15 de setembro, no Rei Pelé. Torcedores do time pernambucano tentaram invadir a área que separava as duas torcidas e entraram em confronto com os policiais que faziam a segurança. Segundo a decisão judicial, dois militares precisaram de atendimento médico.

A polícia usou o relatório do delegado da partida para fundamentar a punição à organizada do CRB. Segundo o documento, torcedores da equipe alagoana tentaram chegar à mesma área e entraram em confronto com o policiamento.

"Devido à provocação da torcida visitante, a torcida mandante (Clube de Regatas Brasil) tentou invadir a mesma área, entrando em confronto com o policiamento presente. O policiamento foi reforçado e foi usada a força policial contra a torcida visitante primeiramente e, após, contra a torcida mandante, para dispersar as duas torcidas. Informo ainda que foram arremessados objetos no campo de jogo do lado onde se encontrava a torcida mandante (copos, chinelos, entre outros)", disse o delegado da partida.

Equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foram até o local e dispersaram a confusão com balas de borracha e bombas de efeito moral.

Dezenas de torcedores do Sport foram conduzidos e liberados após a confecção de Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs). Outro torcedor do Leão se apresentou no dia 21 e foi preso por ter um mandado de prisão expedido pela 12ª Vara Criminal da Capital, em Alagoas.

Divulgação / SSP

PUNIÇÃO À MANCHA AZUL

No caso da Mancha Azul, a decisão reúne outros episódios. O primeiro ocorreu na partida contra o Ituano, em agosto de 2025, no Rei Pelé, pela Série C. Após o empate por 2 a 2, houve uma confusão nas arquibancadas, com arremesso de bombas e uso de gás lacrimogêneo pela polícia.

Na época, o CSA publicou uma nota afirmando que não admitia agressões contra torcedores e cobrou providências.

"Não é admissível que torcedores sejam agredidos no maior palco do nosso futebol. Que sejam identificados aqueles que excedem em suas atitudes, mas que sejam preservados os que não têm relação com essa situação. Exigimos providências", escreveu o clube.

A decisão também cita outros episódios. Confira:

  • ataque no bairro do Poço, em 29 de novembro de 2025: segundo a polícia, um artefato explosivo foi arremessado contra um carro onde estavam torcedores do CRB;
  • espancamento com barras de ferro: a polícia relatou uma perseguição e agressões com barras de ferro contra um integrante da Comando Alvi Rubro, na Jatiúca. Segundo os policiais, ele sofreu traumatismo cranioencefálico e fratura no antebraço;
  • confusão após clássico: um torcedor do CRB teria sido agredido e teve a camisa retirada à força na Avenida Fernandes Lima, após o clássico entre CSA e CRB. A polícia não informa a data do episódio, mas registra que um dirigente da organizada tomou conhecimento do caso;
  • espancamento coletivo: oito indivíduos usando vestes da Mancha Azul teriam atacado um homem. Segundo o relato, eles levaram os pertences da vítima e fugiram em um Hyundai HB20 branco, no Conjunto Graciliano Ramos.

A reportagem não conseguiu localizar as defesas das três organizadas. O espaço segue aberto.

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