Contextualizando

Os indicativos de uma possível mudança na secretaria estadual da Fazenda

Em 10 de Fevereiro de 2023 às 11:01

Ganha domínio público a informação de que George Santoro, secretário estadual da Fazenda, está vivendo os últimos momentos como integrante da equipe Paulo Dantas.

Alguém que trabalhou em vários governos, aqui no Estado e no Palácio do Planalto, chega a me perguntar:

“O Santoro vai embora do governo. Será por dissabor ou por que vai faltar dinheiro?”

Eu lhe respondi de pronto:

“Pelos dois motivos”.

Santoro aportou por aqui em 2015, após atuar como figura importante do governo Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro, e foi certamente a figura mais importante na estrutura de gestão do ex-governador Renan Filho.

Somente não atuou de maneira ininterrupta no governo do hoje senador e Ministro dos Transportes porque, na interinidade do desembargador Klever Loureiro como chefe do Executivo, foi exonerado do cargo, segundo consta por dar muito palpite político.

Chegou até a ser cogitado para concorrer a um mandato eletivo, mas acabou voltando ao posto com a confirmação de Paulo Dantas como o escolhido para concluir o mandato de Renan Filho.

Reeleito, Dantas o incluiu na primeira leva de secretários confirmados, afastando a hipótese de seu secretário da Fazenda integrar o governo Lula.

Já no final do ano passado, entre a reeleição e a nova posse de Paulo Dantas, surgiram opiniões de especialistas da área econômica sobre as dificuldades financeiras que se avizinhavam para o Estado nesse segundo mandato do governador.

Os comentários se acentuaram com o rolo compressor montado na Assembleia Legislativa para aprovar a apropriação, pelo Estado, de recursos da Alagoas Previdência, apesar dos riscos para as aposentadorias de servidores estaduais.

E George Santoro foi a ponta de lança no encaminhamento da proposta à ALE, chegando a marcar presença numa assembléia de servidores do Fisco convocada para debater o assunto.

Ultimamente o governo tem enfrentado dificuldades de caixa para bancar algumas despesas, especialmente nas áreas de Saúde, Cultura e Educação, e o desgaste, naturalmente, sobra para o titular da Fazenda.

Ainda bem que por enquanto está mantido em dia o calendário de pagamento dos servidores públicos, que voltaram a receber seus salários dentro do mês trabalhado desde o final da gestão de Renanzinho.

Até porque qualquer alteração nesse cronograma pode desencadear um processo de desgaste político de resultados imprevisíveis, como ocorreu em passado não muito distante.

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