Outubro Rosa: 7 sinais da saúde da mulher que não devem ser ignorados

Sintomas persistentes podem ter diferentes causas e precisam ser avaliados conforme cada fase da vida

Publicado em 06/10/2026, às 16h00
O Outubro Rosa reforça a importância da prevenção e dos cuidados com a saúde feminina (Imagem: AYO Production | Shutterstock)
O Outubro Rosa reforça a importância da prevenção e dos cuidados com a saúde feminina (Imagem: AYO Production | Shutterstock)

Por Redação EdiCase

O Outubro Rosa é tradicionalmente associado à conscientização sobre o câncer de mama, mas o mês também serve como um convite para ampliar o olhar sobre a saúde da mulher. Alterações no ciclo menstrual, dores persistentes, sangramentos fora do período menstrual, mudanças nas mamas e desconfortos durante a relação sexual, por exemplo, são sinais que não devem ser naturalizados quando surgem de forma persistente ou diferente do habitual.

Para a Dra. Bianca Bocchi, ginecologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, de São Paulo, prestar atenção ao próprio corpo é uma das formas de identificar precocemente alterações e buscar orientação médica. “Quando falamos em saúde da mulher, é importante lembrar que o cuidado vai muito além da prevenção do câncer de mama. Cada fase da vida apresenta necessidades diferentes, e perceber mudanças no próprio corpo é fundamental. Nem todo sintoma significa uma doença, mas alterações persistentes ou fora do padrão merecem ser investigadas”, explica.

Entre os sinais que merecem atenção, estão:

1. Sangramento fora do período menstrual 

Sangramentos entre as menstruações, após a relação sexual ou, principalmente, depois da menopausa, precisam ser avaliados. As causas podem ser diversas, e a investigação é importante para identificar a origem da alteração.

2. Menstruação muito diferente do habitual 

Aumento importante do fluxo, ciclos que ficam muito irregulares ou mudanças persistentes no padrão menstrual podem estar relacionados a alterações hormonais ou a outras condições ginecológicas.

3. Dor pélvica frequente ou persistente 

Cólicas intensas ou dores na região pélvica que aparecem com frequência, pioram ao longo do tempo ou interferem nas atividades do dia a dia não devem ser simplesmente encaradas como parte da rotina.

Paciente jovem deitada em uma maca de exame ginecológico conversando com uma médica de jaleco branco de costas, em um consultório decorado com cartazes sobre ginecologia e o sistema reprodutor feminino.
O desconforto durante a relação sexual pode ter diferentes causas e deve ser discutido com um profissional de saúde (Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock)

4. Dor durante a relação sexual 

O desconforto durante as relações pode ter diferentes causas e não deve ser considerado algo que a mulher precisa simplesmente aceitar. “Dor durante a relação sexual é um sintoma que merece ser conversado durante a consulta. Muitas mulheres demoram a procurar ajuda por acreditarem que é normal, mas existem diferentes causas possíveis e, em muitos casos, há tratamento”, afirma a médica.

5. Corrimento com mudança de aspecto ou odor 

Alterações na cor, no cheiro ou na consistência do corrimento, especialmente quando acompanhadas de coceira, ardência ou dor, podem indicar uma infecção ou outra condição que precisa de avaliação.

6. Mudanças nas mamas 

Nódulos, retrações na pele ou no mamilo, alterações no formato das mamas e secreções pelo mamilo são sinais que devem ser avaliados por um profissional de saúde. “O Outubro Rosa tem um papel importante justamente por estimular a mulher a olhar para a própria saúde. Conhecer as próprias mamas e perceber mudanças é importante, mas isso não substitui o acompanhamento médico e os exames indicados para cada faixa etária e perfil de risco”, ressalta a ginecologista.

7. Sintomas que interferem na qualidade de vida durante a menopausa 

Ondas de calor, alterações do sono, ressecamento vaginal, mudanças no ciclo menstrual e outros sintomas podem fazer parte da transição para a menopausa. Quando são intensos ou prejudicam a rotina, existem formas de acompanhamento e tratamento.

Outubro Rosa como lembrete para o autocuidado

A campanha também pode ser uma oportunidade para colocar em dia os cuidados preventivos. O acompanhamento ginecológico permite avaliar diferentes aspectos da saúde da mulher, considerando idade, histórico familiar, saúde sexual e reprodutiva, vacinação e exames preventivos.

“A prevenção não deve acontecer apenas em outubro. O mês é importante para chamar a atenção, mas o cuidado precisa fazer parte da rotina durante todo o ano. Consultas periódicas permitem acompanhar a saúde da mulher de maneira individualizada e identificar alterações que, quando descobertas precocemente, podem ter melhores possibilidades de tratamento”, destaca a Dra. Bianca Bocchi.

Neste Outubro Rosa, portanto, a recomendação é ampliar o olhar: cuidar das mamas, mas também prestar atenção aos sinais do próprio corpo e manter o acompanhamento médico em dia.

Por Andressa Marques

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