Pai é demitido após faltar ao trabalho para ficar com filho recém-nascido na UTI

Publicado em 16/06/2026, às 15h42
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Por Revista Crescer

Felipe Guimarães, do Rio de Janeiro, foi demitido após faltar ao trabalho para acompanhar seu filho de quatro meses internado na UTI, que nasceu com uma doença genética rara, a epidermólise bolhosa, que requer cuidados intensivos e caros.

A condição do bebê, que inclui a necessidade de curativos que custam cerca de R$1.900 cada, gerou uma pressão financeira significativa para a família, que já enfrentava dificuldades devido à grave situação de saúde do filho.

Após a demissão, Felipe iniciou uma vaquinha online para arrecadar fundos para cobrir os altos custos com tratamento e cuidados do filho, enquanto busca se reestabelecer no mercado de trabalho.

Resumo gerado por IA

Quando soube que o filho de quatro meses precisaria ser internado na UTI, Felipe Guimarães, do Rio de Janeiro, fez o que qualquer pai faria: faltou no trabalho para ficar com ele. Mas, pouco depois, recebeu uma notícia que o pegou de surpresa - foi demitido por não comparecer.

"Foi desesperador para mim e para a minha esposa", diz, em entrevista à CRESCER.

Segundo Felipe, o filho, Lohan, nasceu com epidermólise bolhosa, uma doença genética rara que torna a pele extremamente frágil. "Ela causa bolhas se tiver qualquer atrito, não tem cura pra essa doença ainda, existe o tratamento que é de custo muito alto", explica.

'Tenho a plena certeza de que fiz o certo, minha família em primeiro lugar'

A condição foi descoberta no dia do parto, em 4 de fevereiro deste ano. "Quando a bolsa estourou, minha esposa chegou no hospital e precisou fazer cesária, pela cor do líquido que estava saindo. Quando ele nasceu, ele não chorou. Nasceu com umas lesões e precisou ir direto para a UTI. Ele foi entubado, ficou no oxigênio e precisou colocar sonda gástrica", afirma.


Nos primeiros dias após o nascimento de Lohan, a mãe não conseguia se levantar da cama devido à recuperação da cesárea, sentindo dores que não a deixavam visitar o bebê. Felipe não queria que o filho ficasse sozinho, seu quadro era bastante grave. O pequeno pegou várias infecções, passou por sete ciclos de antibiótico e por uma cirurgia para conseguir se alimentar, porque não consegue mamar pela boca.

Para ficar com o filho, ele precisou faltar ao trabalho. "Nos primeiros dias, eu estava apresentando declarações para justificar minhas faltas. Até que, um dia, fui informado de que não poderia continuar na empresa porque estava entregando muitas declarações e houve uma falta que não consegui justificar, já que não consegui pegar a declaração naquele dia", lamenta.


Com isso, Felipe perdeu o trabalho, a única fonte de renda fixa da família. "Isso ocorreu mesmo eles sabendo da situação do meu filho e de tudo o que eu estava passando", diz. "Fiquei com vergonha de mim mesmo por ter perdido um emprego sabendo que dali para frente o meu gasto seria muito grande por conta da patologia do Lohan", lembra.


Mas, ele não se arrependeu da escolha de ficar ao lado do filho quando ele precisava. "Tenho a plena certeza de que fiz o certo, minha família em primeiro lugar. Sei que o trabalho era importante, mas não podia deixar meu filho sozinho na UTI sabendo que minha esposa recém-operada não estava em condições para ficar lá com ele", destaca.

'Cada caixa de curativo que ele usa é em torno de R$1.900'

Lohan ficou quatro meses e dois dias internado, até que finalmente recebeu alta para ir para casa. Ao mesmo tempo em que ficaram aliviados em saber que o filho estava estável, Felipe e a namorada também se preocuparam com os gastos que viriam. "Foi desesperador para mim e para a minha esposa, porque sabíamos que seria muito difícil depois que o Lohan saísse do hospital e nós estivéssemos sem renda nenhuma", afirma.


Eles precisaram fazer algumas mudanças. "Eu e minha esposa estávamos morando juntos. Depois que eu fui demitido, tivemos que começar a morar com a minha sogra, até porque minha esposa não iria conseguir algumas coisas sozinha", diz.

Hoje, Lohan está bem e em casa, mas o custo de vida para ele é muito alto. "Cada caixa de curativo que ele usa é em torno de R$1.900 - e gastamos mais de uma caixa por mês -, fora o leite que ele precisa, que tem mais calorias para não perder peso muito rápido por conta da patologia dele", explica.


Por isso, Felipe resolveu abrir uma vaquinha para ajudar com os gastos enquanto ele não consegue se reestabelecer no mercado de trabalho. "Está ajudando muito com os curativos e itens de higiene dele, que são bem específicos", afirma.

Para doar clique aqui.

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