Aaron Trinh, um ultramaratonista que tinha 1,68 m de altura, se submeteu a uma cirurgia de alongamento das pernas, financiada por seu pai, para aumentar sua altura em 7,6 cm, o que lhe trouxe uma sensação de adequação social após anos de discriminação por causa de sua estatura.
Trinh, que enfrentou desafios relacionados à sua altura desde a infância, decidiu realizar o procedimento após ver um vídeo sobre a cirurgia, refletindo sobre o impacto emocional que a altura teve em sua vida e na de seu pai, que também sofreu com a rejeição devido à sua baixa estatura.
Após a cirurgia, que envolveu a inserção de implantes de metal e um processo doloroso de recuperação, Trinh agora se sente mais confiante e em paz consigo mesmo, focando em sua vida social e acadêmica, e considera a cirurgia uma necessidade pessoal e não um motivo de julgamento por parte dos outros.
Um jovem que se submeteu a um procedimento doloroso e caro de alongamento das pernas disse que não sente mais aquela sensação de inadequação agora que está 7,6 cm mais alto.
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"Ao ver quantas pessoas ao meu redor eram muito mais altas do que eu, percebi que sou um pouco diferente", conta o ultramaratonista Aaron Trinh , que tinha 1,68 m de altura, com exclusividade à revista PEOPLE.
Foi o pai dele quem pagou pela cirurgia, estimada em US$ 150 mil, o equivalente a mais de R$ 750 mil. “Meu pai foi facilmente a primeira e provavelmente a única pessoa a quem eu recorreria em relação à cirurgia, porque sei que ele seria a pessoa com quem eu mais me identificaria”, disse Trinh à revista PEOPLE.
“Ele foi o único capaz de me apoiar durante todo esse processo. Ele sofreu discriminação por causa da altura a vida toda, começando pela própria família e atingindo pessoas que deveriam ser seus amigos, até mesmo no ambiente de trabalho.”
A altura de Trinh era algo que seu pai monitorava enquanto ele crescia e, como ele mesmo conta, "ele fazia muitas coisas para garantir que eu fosse alto", como "me fazer beber um copo de leite de manhã".
Seu pai, que pediu para permanecer anônimo, diz que, com 1,57 m de altura, ele sempre se sentiu "rejeitado" e "desanimado".
“Por causa da minha altura, eu me sinto mal. Me sinto humilhado”, diz ele, compartilhando que evitava socializar porque isso o deixava constrangido. “Você consegue imaginar quando fala com as pessoas e tem que olhar para cima?”, pergunta. “E quando elas falam com você, têm que olhar para baixo, e você se sente como se estivesse sendo tratado de forma condescendente o tempo todo.”
Foi enquanto navegava no TikTok que Trinh viu um vídeo sobre cirurgia de alongamento de pernas. Uma busca no Google o levou ao Paley Orthopedic & Spine Institute em West Palm Beach.
“Meu pai ofereceu apoio financeiro integral para a cirurgia. Foi um momento de conexão muito profunda entre pai e filho”, diz Trinh sobre seu pai, que afirma que se a tecnologia existisse quando ele era mais jovem, ele também teria se submetido ao procedimento.
Mantiveram tudo em segredo da mãe de Trinh até o dia anterior à cirurgia, em maio de 2025, na qual os ossos de Trinh foram quebrados para que implantes de metal pudessem ser inseridos. Usando ímãs aplicados externamente, o metal estica o osso para aumentar sua altura, um milímetro por dia, durante até quatro meses, enquanto músculos, nervos e outros tecidos precisam crescer gradualmente. Depois disso vem a recuperação e o aprendizado de como andar novamente.
Trinh disse que estava "extremamente nervoso" no dia da cirurgia — que ele considerou a "parte mais fácil" de todo o processo. A parte "pior", contou à revista PEOPLE, foi a dor nos nervos, que o fazia gritar. Mesmo assim, ele disse que era "suportável".
Cerca de oito meses após a cirurgia, Trinh diz que começou a perceber sua nova altura. "As coisas estavam encolhendo", conta. Ele precisava esticar o braço para alcançar algo que antes estava mais perto. Foi então que ele se deu conta: "Isso está realmente se tornando realidade".
A primeira cirurgia de Trinh foi há um ano; ele precisou de uma segunda cirurgia para remover os implantes da perna. Agora, com 1,75 m de altura, ele está focado em seguir em frente.
“Agora que minha disforia de altura passou, consigo me concentrar mentalmente em muitas outras coisas”, como a formatura, a carreira e a vida social — o que ele chama de “coisas em que qualquer ser humano normal adoraria se concentrar”.
“Estou muito mais em paz comigo mesmo, tanto mental quanto fisicamente, e acho que essa sensação vai durar por muito tempo”, diz ele. “Essa cirurgia foi puramente para minha realização pessoal, para que eu pudesse me concentrar mentalmente em outras coisas.”
A cirurgia, segundo ele, foi uma “necessidade” — e não uma piada. “Não acho que ninguém tenha o direito de julgar”, diz Trinh. “É tão natural quanto querer se esforçar para melhorar, assim como querer ir à academia.”
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