Pais confundem primeiros sinais com nascimento dos dentes e descobrem condição que muda a vida da família

Publicado em 07/10/2026, às 09h02
Foto: Reprodução/Redes Sociais
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Por Revista Crescer

Uma criança de 20 meses começou a recusar líquidos e a dormir o dia inteiro e agora a família não sabe como será o futuro. Perry Brand e Libbi Peterson, de Gillingham, na Inglaterra, perceberam pela primeira vez que o filho Henry "não estava ele mesmo", em agosto, e o levaram ao médico. Os sintomas estranhos foram atribuídos ao nascimento dos dentes e ao fato de ser uma criança de crescimento rápido.

Mas, pouco depois, o quadro piorou. Henry ficava sonolento, desenvolveu dores de cabeça e apresentava baixos níveis de açúcar no sangue. Mesmo após idas ao hospital, exames de sangue e swab viral não mostraram nada, e ele foi mandado de volta para casa com a orientação de tomar paracetamol e açúcar conforme a necessidade.

Os pais que insistiram por respostas

A intuição dos pais, no entanto, não os deixava sossegar. "A gente meio que aceitou aquilo, porque não sabíamos nada diferente, já que ele não mostrava outros sinais. Mas voltamos ao médico porque sabíamos que algo estava seriamente errado", contou Perry ao jornal The Mirror. "Ele passava o dia inteiro deitado no sofá. Estava batendo na própria cabeça e esfregando o olho, a ponto de quase arrancá-lo."

Mesmo sem o médico encontrar nada, Henry foi encaminhado de volta ao hospital por precaução. Foi só depois de os pais pressionarem a equipe a realizar uma tomografia que, em 20 minutos, veio o diagnóstico: o menino tinha um tumor no cérebro. Ele foi transferido imediatamente para um hospital em Londres.

"Antes disso, ele era um menino feliz, correndo por aí. Estávamos preparando ele para começar na creche. Nenhum de nós poderia imaginar como nossas vidas mudariam tão drasticamente este ano", disse o pai.

Cirurgias de emergência e um ciclo exaustivo

Novos exames no hospital mostraram que o tumor era grande e se estendia sobre o olho direito. O menino passou por uma cirurgia de emergência para implantar um dreno no cérebro, a fim de retirar o líquido e aliviar a pressão na cabeça.

Mas, pouco depois, ele piorou novamente, com os problemas de alimentação, sono e hidratação voltando. "O cisto tinha ficado tão grande e causava tanta pressão que ele dormia praticamente 24 horas por dia. Estava essencialmente não responsivo e vomitando muito, e a gente ali, pensando: 'o que está acontecendo?' — foi um choque enorme", relatou Perry.

Novas operações foram necessárias, e exames posteriores mostraram que os cistos haviam crescido em outra área. "Tem sido praticamente sem parar desde então. É um ciclo meio vicioso no momento.

Um futuro incerto

Enquanto permanecem ao lado do filho no hospital, os pais criaram uma vaquinha para ajudar a família. Perry, que é o principal provedor da casa, está impossibilitado de trabalhar como engenheiro de sistemas de segurança, e a filha do casal, Maia, vem sendo cuidada e levada à escola por amigos e familiares.

Quando Henry puder receber alta, o dinheiro arrecadado também será usado para fazer adaptações em casa e adquirir equipamentos especiais. "Nosso menininho teve que passar por coisas que nenhuma criança deveria viver, e, agora, estamos tentando garantir que, quando ele voltar para casa, nosso lar seja um lugar onde ele possa estar seguro, confortável e bem cuidado", disse Perry.

A parte mais difícil, segundo o pai, é justamente a incerteza. "Ainda não sabemos exatamente quais serão as necessidades futuras do Henry, essa é uma das partes mais duras. O tratamento e as investigações estão em andamento, e os médicos ainda estão determinando como a condição vai afetá-lo conforme ele cresce."

Por isso, a família prefere se preparar desde já: "Quando o Henry precisar de algo, queremos poder oferecer sem ter que escolher entre as necessidades dele e manter a casa funcionando."

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