Alagoas

Pandemia: governador deve anunciar novas flexibilizações antes do próximo decreto

Gilson Monteiro com João Victor Souza | 09/07/21 - 09h27 - Atualizado em 09/07/21 - 10h04
Foto: TNH1/Arquivo

A flexibilização do setor produtivo anunciada nessa quinta-feira, 08, pelo governo de Alagoas deve ter novos capítulos antes mesmo do próximo dia 22, quando vence o atual decreto de distanciamento social. Nesse último decreto, o governo autorizou a reabertura de cinemas, liberação de eventos sem venda de ingressos e ampliação do horário de bares e restaurantes (veja os detalhes). Mas em uma coletiva nesta sexta-feira, 09, para apresentar os indicadores criminais de 2021, Renan Filho (MDB) voltou a falar sobre afrouxamento das medidas. As justificativas, segundo ele, são vacina e redução da ocupação de leitos para pacientes com Covid-19.

O governador não especifica que setores devem ser liberados, mas aponta para mais mudanças em breve. "O novo decreto foi publicado hoje no Diário Oficial e traz as alterações. Estamos revendo, temos segmentos que estão com algumas demandas e é possível que tenhamos mudanças antes dos 15 dias", disse o governador, comemorando o avanço da vacinação no estado. 

"Flexibilizamos algumas medidas do Plano Estadual de Distanciamento Social Controlado. Tivemos, ao longo dos últimos dias, avanço na campanha de vacinação em Alagoas, em todas as cidades. E tivemos, ao mesmo tempo, uma redução da ocupação hospitalar significativa".

"Vimos  a pessoa adoecer, precisar de um leito e não tê-lo"

Antes de falar da possibilidade de novas flexibilizações, o governador ressaltou a queda nos índices de ocupação de leitos.  "Quem acompanha o trabalho da Secretaria de Saúde e do Governo do Estado, observou que recentemente, entre março e abril, chegamos a quase 95% de ocupação de leitos na rede hospitalar. Isso cria problemas, sobretudo fizemos de tudo para fugir do colapso. Adoecer já é duro, ser internado em hospital é mais duro ainda. O pior de tudo que vimos nessa crise foi a pessoa adoecer, precisar de um leito hospitalar e não tê-lo para se tratar"

"Hoje estamos com aproximadamente 65% do uso de leitos e com um número maior do que tínhamos no passado. Isso quer dizer que estamos com um nível de segurança melhor e avançando na campanha de vacinação. Por isso, nós flexibilizamos algumas atividades e trabalhando para voltar para a normalidade possível no momento. Agradeço a todos os profissionais de saúde, a todos os segmentos dos setores produtivos que dialogam com o Governo permanentemente", concluiu.