Após protesto, permissionários do Ceasa se reúnem com procurador-geral de Justiça

Publicado em 08/10/2026, às 16h28
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Por Yasmin Gregorio com Ascom

Permissionários da Central de Abastecimento de Alagoas protestaram contra um projeto que prevê a administração privada do complexo, temendo impactos nos preços dos espaços e na manutenção de empregos.

O projeto, aprovado em primeiro turno na Assembleia Legislativa, permite que uma empresa privada administre a Ceasa por 30 anos, mantendo a propriedade estatal, mas alterando as condições de operação e aluguel após dois anos.

Representantes dos comerciantes foram recebidos pelo Ministério Público de Alagoas, que analisará um pedido de providências sobre o projeto, enquanto o governo afirma que não há intenção de privatizar a Ceasa e destaca investimentos em modernização.

Resumo gerado por IA

Representantes dos permissionários da Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa) foram recebidos pelo procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, nesta quinta-feira (8), após uma manifestação contra o projeto que prevê mudanças na administração do complexo. Pela manhã, os comerciantes fizeram uma carreata que saiu da Ceasa, na parte alta de Maceió, e seguiu até a sede do Ministério Público de Alagoas (MPAL), no Centro.

Os permissionários são contrários à proposta e dizem estar preocupados com possíveis mudanças nos valores pagos pelos espaços, nos empregos e na rotina de quem trabalha na central.

O projeto foi aprovado em primeiro turno na Assembleia Legislativa na quarta-feira (7) e prevê que uma empresa privada passe a administrar a Ceasa por 30 anos, com possibilidade de renovação por mais 30.

Representantes foram recebidos pelo MPAL

Atualmente, a Ceasa pertence ao Governo de Alagoas. Se a proposta avançar, a propriedade do espaço continuará sendo do Estado, mas a administração poderá ser entregue a uma empresa privada, que ficará responsável por atividades como funcionamento, manutenção, modernização e exploração comercial do complexo.

É justamente essa mudança que vem sendo questionada pelos permissionários. Segundo a comissão formada pelos trabalhadores, cerca de 500 comerciantes atuam atualmente na Ceasa, que também gera milhares de empregos ligados à atividade de abastecimento.

O projeto estabelece ainda que, nos dois primeiros anos de uma eventual concessão, as condições atuais dos permissionários cadastrados sejam mantidas. Depois desse período, a empresa que assumir a administração poderá estabelecer novos valores de aluguel, seguindo os preços praticados pelo mercado.

Após a carreata, representantes da Associação dos Comerciantes da Ceasa de Alagoas (Asconcal) foram recebidos pelo procurador-geral de Justiça, Lean Araújo.

De acordo com o MPAL, a associação entregou um pedido de providências com questionamentos sobre o projeto. O procurador-geral, portanto, afirmou que o Ministério Público vai analisar os documentos e os argumentos apresentados pela entidade para verificar se existe alguma questão que possa exigir a atuação do órgão.

Governo diz que não pretende vender a Ceasa

Em nota, o Governo de Alagoas afirmou que não pretende vender a Ceasa e que o projeto em discussão não representa a privatização ou venda do espaço.

O Executivo também informou que os estudos para a concessão começaram em 2024, com participação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e citou investimentos de mais de R$ 20 milhões em obras de modernização e novos galpões e finalizou dizendo que:

"O processo de aquisição de um terreno vizinho para ampliar a estrutura do Centro e fortalecer suas atividades já foi concluído junto com as obras de modernização e construção de novos galpões, com investimento de mais de R$ 20 milhões."

*Estagiária sob supervisão.

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