Personal trainer sofre AVC hemorrágico durante corrida e passa por cirurgia que removeu metade do crânio

Publicado em 11/06/2026, às 14h29
Arquivo pessoal
Arquivo pessoal

Por Revista Marie Claire

Dani Tonette, educadora física de 42 anos, sofreu um AVC hemorrágico durante a Volta Internacional da Pampulha em Belo Horizonte, necessitando de cirurgia para remover parte do crânio devido ao inchaço cerebral. O incidente destaca os riscos associados a atividades físicas intensas, mesmo para atletas treinados.

Tonette começou a corrida como uma celebração de saúde, mas sentiu dores intensas e desmaiou durante a prova, sendo rapidamente socorrida devido à boa estrutura do evento. Os médicos informaram que o prognóstico era grave, com alta taxa de mortalidade em casos semelhantes.

Após a cirurgia, ela enfrentou uma longa recuperação, inicialmente perdendo movimentos e fala, mas progredindo rapidamente graças à sua massa muscular e histórico de atividade física. Quatro meses depois, passou por uma cranioplastia e voltou a se exercitar, usando sua experiência para inspirar outras pessoas sobre a importância do autocuidado e da atividade física.

Resumo gerado por IA

A educadora física Dani Tonette, de 42 anos, sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico ao participar da Volta Internacional da Pampulha, uma corrida de 18 quilômetros, em Belo Horizonte (MG). O episódio, ocorrido em 2022, fez o cérebro inchar tanto que foi preciso retirar parte do seu crânio para ele ter espaço para se recuperar. Posteriormente, foi colocada uma prótese no local.

Tonette decidiu participar da prova como uma forma de celebrar o fim de mais um ano com saúde. Por ser educadora física, ela já tinha o costume de treinar. Então, junto com os exercícios de força e funcional, ela passou a correr para se preparar para a Volta Internacional da Pampulha.

O dia do AVC

Acompanhada do marido, a moradora da capital mineira lembra de começar a prova animada, com sensação de realização. Só que o clima mudou no quilômetro nove.

“Comecei a sentir uma dor muito forte na cabeça. Uma pressão que eu nunca havia sentido antes. Minha visão começou a escurecer e, naquele momento, percebi que não era uma dor comum”, conta.

Ela parou de correr, foi até o muro mais próximo e ligou para o marido, dizendo que estava passando mal. “Foi aí que tudo apagou”, relata. Tonette sabe o que aconteceu a partir de então porque sua família lhe contou, já que ela, em si, desligou.

“Fui socorrida muito rápido, graças à estrutura da Volta Internacional da Pampulha, que é uma prova extremamente organizada. Quando cheguei ao hospital, os médicos rapidamente identificaram que eu estava sofrendo um AVC hemorrágico gravíssimo”, conta.

A educadora física foi encaminhada para o centro cirúrgico, onde precisou passar por uma cirurgia.

Precisei retirar metade do meu crânio para sobreviver — Dani Tonette, educadora física.

O prognóstico não era positivo. Os médicos informaram que, em quadros tão graves quanto o seu, 80% dos pacientes não sobrevivem. Dos 20% que continuam vivos, a maioria fica com sequelas.

Por que é feita a cirurgia de retirada de parte do crânio?

A neurocirurgiã Kelly Bordignon Gomes, professora do curso de medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), do Câmpus Toledo, explica que a cirurgia a que Tonette foi submetida se chama craniectomia descompressiva. O AVC hemorrágico é um dos principais indicativos para a realização deste procedimento.

“[Essa cirurgia] consiste na retirada temporária de uma extensa porção da calota craniana. O objetivo é criar espaço para que o cérebro, que se encontra inchado em decorrência da lesão, possa expandir-se sem comprimir estruturas cerebrais vitais. Logo, essa cirurgia é realizada para proteger o cérebro durante a fase aguda da doença, permitindo sua recuperação após a agressão causada pelo AVC e reduzindo o risco de danos neurológicos adicionais”, complementa.

A parte do crânio que foi removida pode ser preservada quando acoplada ao tecido subcutâneo da parede abdominal do próprio paciente ou ser armazenada em um banco de ossos — caso haja disponibilidade.

“Após a recuperação clínica, realiza-se a reconstrução craniana por meio da recolocação do osso original ou da implantação de uma prótese personalizada. Além de proporcionar proteção ao cérebro e restaurar o contorno estético da cabeça, o procedimento pode contribuir para a melhora da circulação do líquor e da dinâmica cerebral, reduzindo sintomas como dores de cabeça, tonturas e desconforto neurológico”, esclarece a neurocirurgiã.

Após a cirurgia…

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