Maceió

Pesquisa sobre Covid-19 e coleta de sangue assustam moradores do Clima Bom

Bruno Soriano | 13/08/21 - 16h56 - Atualizado em 13/08/21 - 17h44
Termo de consentimento assinado por moradora do Clima Bom, em Maceió | Divulgação

Pesquisa de Prevalência de Infecção por Covid-19 no Brasil (PrevCov). Apesar da denominação extensa, a pesquisa tem um objetivo simples: estimar a prevalência da infecção por Covid-19 em várias regiões do país e, com isso, contribuir para o controle da pandemia. No entanto, o levantamento, ao que parece, carece de informação junto aos municípios contemplados, a exemplo de Maceió. Isso porque algumas pessoas alegam estarem recebendo as equipes em suas residências sem uma comunicação prévia, o que tem intrigado e até assustado parcela da população local.

Nesta sexta-feira (13), moradores do Clima Bom, parte alta de Maceió, entraram em contato com a redação do TNH1 para relatar tal desconfiança. Segundo o Ministério da Saúde, o estudo soroepidemiológico envolve somente voluntários, distribuídos entre 62 mil domicílios espalhados por 274 cidades brasileiras, de modo a embasar a tomada de decisões pela saúde pública. O detalhe é que, ao contrário do que preconiza a pesquisa, os moradores ouvidos pela reportagem não receberam o comunicado, via SMS ou WhatsApp, de que foram selecionados, seguido do agendamento prévio para coleta de sangue. 

Segundo o Ministério da Saúde, a pesquisa já está em sua segunda etapa, que consiste no primeiro contato das equipes com as famílias contatadas, que assinam um termo de consentimento (foto acima). "Eles realizam coleta de sangue de todas as pessoas da casa, mas não recebemos nenhum aviso. Ficamos com medo de abrir a porta", relatou uma moradora do Clima Bom.

Já na terceira e última etapa, a cargo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), as amostras são analisadas e os resultados, sigilosos, são devolvidos aos usuários. Em caso de dúvidas, o usuário pode ligar para o Disque Saúde (136).

À reportagem, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por sua vez, esclareceu que sua participação se resumiu à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicídios (PNAD Covid-19), realizada mediante entrevistas por telefone para estimar o número de pessoas com sintomas associados à síndrome gripal e monitorar os impactos da pandemia.

O TNH1 também buscou contato com a assessoria de comunicação da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), que ainda não se manifestou acerca da pesquisa.