PF cumpre mandados em Alagoas em operação contra rede de garimpo ilegal na Amazônia

Publicado em 11/06/2026, às 16h53
Foto: Divulgação/PF
Foto: Divulgação/PF

Por Ascom PF

A Polícia Federal iniciou a Operação Âmbitus para investigar um grupo suspeito de corromper servidores públicos e obter informações sigilosas sobre fiscalização ambiental na Amazônia, resultando em mandados de busca e apreensão em três estados e um sequestro de bens de R$ 22 milhões.

As investigações revelaram que a organização criminosa teria recebido informações antecipadas sobre ações policiais, facilitando a continuidade de atividades ilegais, com um policial federal entre os suspeitos de repassar dados sigilosos.

Os envolvidos poderão ser acusados de corrupção, violação de sigilo e lavagem de dinheiro, enquanto as investigações continuam para identificar todos os participantes e aprofundar a apuração dos crimes.

Resumo gerado por IA

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (11), a Operação Âmbitus, com o objetivo de apurar a atuação de grupo suspeito de corromper servidor público para obter informações sigilosas sobre ações de fiscalização ambiental na região amazônica.

Na ação, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nos estados de Rondônia, Goiás e Alagoas, além de um mandado de prisão preventiva. A Justiça Federal também determinou o sequestro de bens e valores no montante de R$ 22 milhões.

As investigações tiveram origem em elementos obtidos durante operações de combate ao garimpo ilegal e apontam que integrantes da organização criminosa teriam recebido antecipadamente informações sobre ações policiais e fiscalizatórias, permitindo a adoção de medidas para dificultar a atuação do poder público e assegurar a continuidade das atividades ilícitas. Entre os investigados está um servidor público federal, ocupante do cargo de policial federal, suspeito de repassar informações sigilosas em benefício da organização criminosa.

Também são apurados possíveis crimes de lavagem de dinheiro, mediante a utilização de empresas e outras estruturas destinadas à movimentação e ocultação de recursos supostamente oriundos das atividades investigadas.

Segundo a PF, os investigados poderão responder, na medida de suas participações, pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

As investigações prosseguem para identificar todos os envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos.

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