PF pede a Fachin para investigar suspeita de tráfico de mulheres em festas de Vorcaro

Publicado em 23/10/2026, às 09h43
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Por José Marques e Ana Pompeu/Folhapress

A Polícia Federal solicitou ao STF a investigação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, por suspeitas de tráfico de mulheres para exploração sexual e lenocídio em festas que organizou. O pedido foi feito após a PF encontrar mensagens que indicam o envolvimento de Vorcaro em uma rede de prostituição internacional.

Vorcaro teria estruturado e financiado essa rede desde 2023, investindo pelo menos R$ 4,3 milhões, recrutando mulheres de diversas nacionalidades e utilizando uma casa noturna em São Paulo para suas operações. As festas que ele organizou contaram com a presença de modelos estrangeiras, atraindo a atenção da mídia e das autoridades.

Em resposta às acusações, Vorcaro negou qualquer irregularidade, afirmando que a narrativa sobre ele é falsa. As investigações continuam, com o STF mantendo André Mendonça como relator dos casos relacionados ao Banco Master e ao INSS.

Resumo gerado por IA

A Polícia Federal pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar suspeitas de tráfico de mulheres para fins de exploração sexual e de lenocídio (favorecer prostituição) em festas de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O pedido foi encaminhado na semana passada ao presidente do Supremo, Edson Fachin. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal O Globo e confirmada pela reportagem.
Mensagens encontradas pela PF no celular do ex-banqueiro que apontam seu suposto envolvimento no gerenciamento de uma rede de prostituição com mulheres estrangeiras.
A solicitação foi encaminhada ao presidente da corte porque, em meio à crise do Supremo, ele determinou o envio ao seu gabinete de inquéritos dos casos Master e INSS. Apesar disso, André Mendonça continua como relator dos casos.

Em nota do último dia 13, Vorcaro disse que não cometeu irregularidades. "Nego veementemente que tenha, em algum momento, explorado ou desrespeitado mulheres. Isso não é da minha índole. Na verdade, a falsa narrativa criada é exatamente o oposto do que sou, o que pode ser confirmado por qualquer mulher que me conheceu ou com quem me relacionei", afirmou.

Segundo reportagem do UOL, Vorcaro estruturou e financiou, como sócio oculto, uma rede de prostituição internacional a partir de 2023. Os valores alocados no negócio somam ao menos R$ 4,3 milhões, e a rede contava com intermediários, recrutamento ativo de mulheres estrangeiras e uma casa noturna em São Paulo.

Vorcaro selecionava mulheres de diferentes nacionalidades, dava ordens sobre a operação e participava das decisões de contratação. As conversas mencionam russas, ucranianas, venezuelanas, argentinas e polonesas.

Reportagem da Folha mostrou que o ex-banqueiro realizou festas com a presença de mulheres trazidas do exterior. Nos eventos de Vorcaro havia modelos de países como Rússia, Ucrânia, Lituânia, Holanda, México e Venezuela.

A importância desses encontros para Vorcaro e a razão da presença dessas mulheres foram explicitadas por ele à então noiva, Martha Graeff, durante uma discussão. Graeff estava indignada porque ele mantinha contato na rede social com mulheres que ela considerava "putas".

"Fazia parte do meu 'business'. Nunca te escondi o que fiz, e por que fiz. Fiz festa com 300 desse tipo", escreveu Vorcaro, em uma troca de mensagens datada de 18 de agosto de 2025, levantada pelas investigações em um dos celulares do ex-banqueiro.

A Folha também mostrou que Vorcaro organizou infraestrutura, equipe e logística para que seus encontros pudessem ocorrer em dias úteis à margem de eventos oficiais no Brasil e no exterior, já que seu público-alvo eram políticos e outras autoridades que precisavam retornar às suas bases e famílias nos fins de semana.

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