A operação policial no Vidigal, que visava capturar o traficante Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dada, resultou em intenso tiroteio, mas ele conseguiu escapar, deixando sua família para trás em uma casa de luxo com vista para o mar.
Mais de 200 turistas ficaram ilhados no Morro Dois Irmãos durante a ação, que envolveu helicópteros da Polícia Civil e disparos, mas não houve feridos entre moradores ou visitantes.
A operação, realizada em conjunto pelas polícias do Rio de Janeiro e da Bahia, resultou na prisão de uma mulher ligada à facção de Dada, enquanto a comunidade já retoma a normalidade após o fim do cerco policial.
O principal alvo da operação da polícia no Vidigal, na Zona Sul do Rio, o traficante Ednaldo Pereira Souza, conhecido como Dada, estava hospedado com a família e amigos em uma casa de alto padrão, com piscina de borda infinita e vista privilegiada para o mar e para os bairros do Leblon, Ipanema e Arpoador. Ele conseguiu fugir deixando para trás a mulher e os filhos.
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Segundo a polícia, o imóvel — que fica no alto da comunidade e perto da mata — tem vários cômodos e passa por obras para a construção de um terceiro andar.
Pouco depois das 11h50 desta segunda-feira (20), a situação era de aparente tranquilidade na favela, bem diferente do cenário registrado nas primeiras horas da manhã, quando uma grande operação policial provocou intenso tiroteio na favela.
Durante a ação policial, mais de 200 turistas ficaram ilhados no Morro Dois Irmãos.
Nas primeiras hora da manhã, 2 helicópteros da Polícia Civil sobrevoaram a comunidade em voos rasantes, e moradores relataram muitos disparos durante a tentativa de cerco ao criminoso. Apesar da movimentação intensa, ninguém ficou ferido — nem turistas, nem moradores.
Com o fim da operação, o clima na comunidade mudou. Moradores já retomaram a rotina, com comércio aberto e circulação normal nas ruas. O movimento também voltou a crescer na trilha do Morro Dois Irmãos, que recebe turistas ao longo do dia.
A operação foi realizada de forma conjunta pelas polícias civis do RJ e da Bahia, dentro de uma investigação conduzida pelo Ministério Público baiano. Dada é apontado como chefe do tráfico de drogas em cidades do sul da Bahia.
Segundo as investigações, o traficante estava escondido na Rocinha e veio passar o fim de semana no Vidigal, na casa alugada, onde se encontrou com parentes e amigos. Durante o monitoramento, os policiais descobriram que ele havia alugado um imóvel para o período.
Apesar do cerco montado pelas forças de segurança, o traficante conseguiu fugir junto com comparsas por uma passagem secreta. O grupo escapou em direção a uma área de mata.
Durante a operação, uma mulher foi presa. Núbia Santos Oliveira é apontada como uma das principais operadoras financeiras da facção criminosa chefiada por Dada.
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