Maceió

Pó branco 'misterioso' volta a aparecer, desta vez em casa no Trapiche; vídeo

Substância está sob análise e já foi encontrada em 2019, no Bom Parto, e no início deste mês, em residências no Flexal de Baixo, em Bebedouro

Bruno Soriano | 18/08/21 - 15h40 - Atualizado em 18/08/21 - 16h51
Pó branco recolhido em recipiente parece sal, mas incerteza preocupa moradores | Cortesia ao TNH1

Uma moradora do bairro do Trapiche, em Maceió, está preocupada com o surgimento de um pó branco que começou a sair das paredes de sua residência, localizada no Conjunto Virgem dos Pobres 3, nas proximidades do antigo Papódromo. Em vídeos encaminhados (ver abaixo) à TV Pajuçara, a moradora mostra a substância recolhida em um recipiente e conta que nunca havia visto situação do tipo ao longo dos sete anos que reside no local.

O mesmo pó branco também já foi encontrado em 2019, no Bom Parto, e no início deste mês, em residências no Flexal de Baixo, em Bebedouro, onde os moradores se mostraram preocupados com a eventual possibilidade de relação com a tragédia geológica que afeta quatro bairros de Maceió. Técnicos da Defesa Civil de Maceió analisam os dados coletados durante a vistoria realizada em casas do Flexal que apresentaram o material de cor branca nas paredes, trabalhando, segundo a assessoria de comunicação do órgão, para concluir a análise "no menor tempo possível".

Já no Bom Parto, geólogos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) recolheram amostras do material para análise em laboratório. Na oportunidade, as equipes constataram uma grande concentração de umidade e infiltração nas casas visitadas, cogitando a possibilidade de o pó branco ser resultado da maresia – devido à proximidade com a Lagoa Mundaú e à influência das marés. 

O TNH1 conversou, nesta quarta-feira (18), com Sônia Oliveira, que mora no Virgem dos Pobres. Ela conta que resolveu colocar cerâmica em parte da casa para economizar com tinta e se precaver contra a umidade. Porém, há quase um mês, começou a notar o aparecimento do tal pó branco logo acima da cerâmica. 

“Não é normal porque isso nunca aconteceu aqui em casa. Moro com meus pais. Não temos criança em casa, mas ficamos preocupados porque, apesar de parecer sal, não sabemos do que se trata”, afirma a moradora, acrescentando que o pó também pode ser visto no rejunte que reveste a cerâmica.

A área onde mora Sônia não está no chamado Mapa das Linhas de Ações Prioritárias, que delimita a área atingida pela instabilidade do solo provocada pela mineração.

Sobre esta região, a Defesa Civil orienta que a população local deve acionar o órgão, por meio do telefone 199, sempre que houver a suspeita de dano estrutural ao imóvel, o que, no entanto, não seria o caso.