Um homem em cadeira de rodas morreu na recepção da UPA do Recanto das Emas, no Distrito Federal, sem ter recebido atendimento médico, o que levanta questões sobre a assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade social na unidade.
O Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (Iges-DF) informou que o homem não possuía ficha de atendimento e era conhecido pelas equipes da UPA, frequentando o local regularmente devido à sua condição social.
Após a morte, a polícia foi acionada e o Iges-DF iniciou um procedimento apuratório para investigar as circunstâncias do ocorrido, reafirmando seu compromisso com a transparência e a responsabilidade institucional na prestação de serviços de saúde.
Um homem em uma cadeira de rodas morreu nesse sábado (20) na recepção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Recanto das Emas, no Distrito Federal. De acordo com o Instituto de Gestão Estratégica em Saúde (Iges-DF), ele não aguardava atendimento médico e era uma "pessoa em situação de vulnerabilidade social".
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Após a constatação da morte, a filha do cadeirante foi comunicada e recebeu atendimento da equipe de serviço social da UPA. Imagens que circulam pelas redes sociais mostram o homem sentado em uma cadeira de rodas na recepção da UPA com braços e cabeça caídos (foto em destaque).
O Iges-DF reforçou que o homem não possuía ficha de atendimento aberta e não havia passado por classificação de risco ou qualquer outro procedimento assistencial. A entidade disse também que ele era uma pessoa conhecida das equipes e que frequentava o local com regularidade em razão da condição de vulnerabilidade social.
Populares que estavam na unidade de saúde tentaram impedir que funcionários mexessem no corpo até a chegada da polícia. "Não vai tirar não, ele está morto, está todo mundo vendo aqui", disseram testemunhas em um vídeo compartilhado na internet. "Não é para levar que a polícia está chegando", falou mais uma. Outra imagem mostra que uma equipe da Polícia Militar isolou a área ainda com o corpo na cadeira de rodas.
A confirmação da morte
Por volta das 14h30 de sábado, pessoas que estavam no local perceberam "uma alteração no homem e acionaram a equipe da unidade", relata o instituto. Segundo o Iges-DF, profissionais de saúde realizaram avaliação e constataram a ausência de sinais vitais.
Em seguida, foram acionadas a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). As equipes foram responsáveis pelos procedimentos legais e pela apuração das circunstâncias do óbito.
O instituto diz que "tão logo tomou conhecimento dos fatos, adotou as providências cabíveis" para o levantamento das informações relacionadas ao caso. O Iges-DF determinou a instauração de procedimento apuratório "destinado a esclarecer, com rigor, transparência e imparcialidade, todas as circunstâncias do ocorrido."
"Iges-DF trata o episódio com absoluta seriedade", disse por meio de nota. Entidade afirmou que reafirma seu compromisso institucional com a prestação de uma assistência segura, humanizada e de excelência à população do Distrito Federal. A busca pela verdade dos fatos e o respeito aos princípios da transparência e da responsabilidade institucional norteiam todas as medidas adotadas neste momento."
O instituto informou ainda que seguirá "colaborando integralmente com os órgãos competentes". Entidade afirmou que "adotará, com a celeridade necessária, todas as medidas decorrentes das conclusões apuratórias."
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