A Polícia Federal iniciou uma investigação sobre a invasão dos sistemas da Defesa Civil, que resultou no envio de mensagens com a palavra 'misantropia' para milhões de pessoas em diversos estados, incluindo Paraná e São Paulo.
O governo federal estima que foram enviados dez tipos de alertas falsos de eventos extremos, utilizando tecnologia que foi implementada após tragédias climáticas recentes, como as chuvas que causaram 65 mortes em fevereiro de 2023.
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional está tomando medidas para restabelecer o sistema de alertas, enquanto o secretário de Defesa Civil indicou que o incidente provavelmente foi um ataque hacker, caracterizando um crime cibernético.
A PF (Polícia Federal) abriu neste sábado (20) uma investigação preliminar sobre a invasão dos sistemas da Defesa Civil que levaram ao envio de mensagens com a palavra "misantropia" e variações entre a noite de sexta-feira (19) e a madrugada de sábado.
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Misantropia quer dizer aversão, desconfiança ou desprezo por pessoas e pela espécie humana.
O primeiro alerta teria sido emitido no Paraná; Distrito Federal, Sergipe e São Paulo também receberam a mensagem. O governo federal estima que dez tipos de alertas falsos de evento extremo foram enviados a milhões de pessoas.
Em nota, o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional disse que acionaria a PF para investigar o caso e tomaria as providências para religar o sistema "o mais rapidamente possível, quando todas as condições de segurança forem restabelecidas".
O sistema é utilizado para comunicar a população sobre eventos climáticos extremos. Em São Paulo, a tecnologia foi adotada após as chuvas de fevereiro de 2023 na região de São Sebastião, no litoral norte do estado, que deixaram 65 mortos.
Segundo o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, Wolnei Wolff, nove alertas foram emitidos com o uso da tecnologia cell broadcast, que aciona os celulares que estão em determinada região. Outro foi feito a partir de um sistema que envia mensagens de texto (SMS) a aparelhos cadastrados.
A tecnologia cell broadcast interrompe outras funções dos aparelhos, como reprodução de vídeos e uso de aplicativos, e dispara alarmes sonoro e vibratório.
O secretário nacional disse que o sistema provavelmente sofreu um ataque hacker.
"Tudo indica que não é uma pessoa do sistema de proteção e Defesa Civil, cadastrada e com possibilidade de acesso regular. Tudo leva a crer que foi um ataque hacker, crime cibernético", disse Wolff à imprensa neste sábado.
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