Polícia Federal cumpre mandados contra juiz suspeito de favorecer imobiliárias

Publicado em 08/10/2026, às 09h03
Operação Em Nome do Pai ocorre em Niterói, no Rio de Janeiro - Foto: Arquivo/PF
Operação Em Nome do Pai ocorre em Niterói, no Rio de Janeiro - Foto: Arquivo/PF

Por Agência Brasil

A Polícia Federal realiza uma operação em Niterói, Rio de Janeiro, para investigar corrupção envolvendo um juiz estadual que supostamente favorecia empresas do setor imobiliário, com consequências diretas para a integridade do sistema judiciário.

A investigação foi iniciada após informações da Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Rio, que indicaram que o magistrado recebia vantagens indevidas, como imóveis e pagamentos, em troca de decisões favoráveis.

Seis mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça, e a operação apura crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção, com indícios de que as irregularidades continuaram após o juiz deixar a 1ª instância do Tribunal.

Resumo gerado por IA

A Polícia Federal (PF) cumpre seis mandados de busca e apreensão, nesta quinta-feira (8), na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro. A operação Em Nome do Pai investiga possível corrupção envolvendo um juiz estadual para favorecer empresas do ramo imobiliário. A ação ocorre no bairro de Icaraí. 


Informações repassadas pela Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça do Rio levaram a PF a identificar que o magistrado favorecia as empresas por meio de decisões judiciais.


As empresas, por outro lado, ofereciam vantagens indevidas para familiares do juiz, como imóveis, descontos comerciais excepcionais, pagamentos indiretos feitos a pessoas físicas e jurídicas ligadas aos investigados.


Os atos de corrupção ocorreram quando o magistrado exercia funções na 1ª instância do Tribunal, mas os atos de lavagem de dinheiro continuaram depois, o que facilitou a investigação. Estão sendo apurados os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção.


Os mandados foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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