Polícia investiga se advogada foi assassinada por ser filha de policial, retaliação ou engano

Publicado em 19/08/2026, às 11h51
Reprodução/Instagram
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Por Redação

A advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes foi assassinada em Maceió enquanto passeava com seu cachorro, e a polícia investiga se o crime foi uma retaliação por ser filha de um policial ou um engano.

As investigações preliminares indicam que não havia envolvimento da vítima com a criminalidade, e as principais linhas de apuração incluem a possibilidade de confusão com a esposa de um traficante ou represália por informações passadas ao pai.

Uma moto suspeita foi apreendida e será periciada, enquanto a Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas expressou indignação e se comprometeu a acompanhar as investigações para garantir a responsabilização dos culpados.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil alagoana investiga se a advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes foi assassinada por ser filha de um policial, retaliação ou engano. Ela foi atingida por tiros no início da noite dessa terça-feira (18), na Avenida Cachoeira do Meirim, no Benedito Bentes, enquanto passeava com o cachorro. Dois homens são suspeitos, mas ainda não foram identificados e seguem foragidos.

De acordo com o delegado Danilo Rezende, as investigações ainda são preliminares, porém não há indícios de envolvimento de Ana Walesca com a criminalidade no bairro. Diante disso, a suspeita inicial é de que ela foi morta por ser filha de um policial civil, por represália sobre um suposto fornecimento de informações ao pai, ou por engano, ao ser supostamente confundida como mulher de um traficante rival.

"As principais linhas estão entre ela ser filha de um policial, uma retaliação a esse fato, e a outra também relacionada a isso, por ela ser da região e o pai frequentemente visitá-la. Poderiam achar que ela passava informações... Também tem uma linha de que poderia ser um latrocínio, mas o celular dela não foi levado, e também ela pode ter sido confundida como esposa de um traficante na região, então morta por engano", disse Rezende em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara/RECORD.

Ainda de acordo com o delegado, uma moto que pode ter sido usada pelos dois criminosos foi apreendida e passará por análise pericial. "Uma moto foi apreendida hoje, com características semelhantes ao veículo usado no crime. Ela será periciada".

Ele também explicou como foi a dinâmica do atentado. "Duas pessoas em uma moto chegaram, provavelmente dois homens, e executaram a Ana Walesca. Então inicialmente não houve tentativa de roubo, foram para executá-la. Estamos tentando identificar essas duas pessoas e a moto", complementou. 

O caso

A advogada identificada como Ana Walesca do Nascimento Gomes morreu depois de ser baleada enquanto passeava com o cachorro na Avenida Cachoeira do Meirim, no bairro Benedito Bentes, em Maceió, na noite dessa terça-feira (18). Duas pessoas em motocicleta são suspeitas do homicídio e seguem foragidas.

A advogada foi socorrida e levada ao Hospital Geral do Estado, mas a polícia confirmou que ela não resistiu aos ferimentos na cabeça e no tórax.
Testemunhas foram ouvidas, porém outras pessoas que presenciaram o homicídio serão intimadas a depor.

Quem tiver informações sobre os criminosos ou paradeiro deles pode entrar em contato com o número 181, do Disque-Denúncia. O anonimato é garantido ao denunciante.

OAB-AL emite nota de pesar:

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Alagoas, recebe com profunda tristeza a notícia do falecimento da advogada Ana Walesca do Nascimento Gomes, vítima de um ataque a tiros ocorrido na noite dessa terça-feira (18).

Neste momento de dor, a OAB/AL se solidariza com familiares, amigos, colegas de profissão e todos que tiveram a oportunidade de conviver com Ana Walesca. A perda de uma vida é sempre motivo de profunda consternação, ainda mais quando ocorre de forma tão violenta e inesperada.

A Ordem também manifesta sua indignação e seu repúdio diante do crime e reforça que as circunstâncias da morte de Ana Walesca precisam ser rigorosamente esclarecidas. A violência não pode ser naturalizada, tampouco pode prevalecer a impunidade.

A OAB/AL acompanhará de perto as investigações e cobrará das autoridades competentes a apuração rigorosa dos fatos, a identificação dos responsáveis e a devida responsabilização pelo crime.

Neste momento de despedida, a Ordem deseja força e conforto à família e aos amigos de Ana Walesca. Que encontrem amparo para atravessar este momento de imensa dor e que a memória dela permaneça viva em todos que fizeram parte de sua caminhada.

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