Polícia

Polícia localiza corpo e prende suspeito de homicídio em Coqueiro Seco

Bruno Soriano | 17/08/21 - 14h53 - Atualizado em 18/08/21 - 14h07
Francisco Costa saiu de casa no domingo, quando familiares noticiaram o desaparecimento | Divulgação

A Polícia Civil esclareceu, nesta terça-feira (17), mais uma morte violenta registrada na região metropolitana de Maceió, após iniciar as investigações em torno do então desaparecimento do jovem Francisco Costa da Silva, de 40 anos, que residia na cidade de Coqueiro Seco, onde foi visto pela última vez na tarde de domingo (16), quando saiu de casa e não mais retornou.

De acordo com o delegado Gustavo Xavier, da Divisão Especial de Investigações e Capturas (Deic), o suspeito de matar o comerciante, que também era conhecido como “Galego”, foi preso e, inclusive, ajudou a polícia nas buscas pelo cadáver encontrado numa propriedade rural de Coqueiro Seco. Ainda conforme a investigação, o suspeito (foto abaixo) confessou o crime e afirmou que matou Francisco porque o mesmo teria lhe furtado uma vaca há cerca de quatro anos. 

O corpo da vítima, morta com dois tiros de espingarda calibre 12, já apreendida, foi desovado numa região de mata e enterrado em cova rasa. Em depoimento à polícia, o suspeito - que, encapuzado, acompanhou os agentes até o local onde o corpo foi desovado - disse não se arrepender do crime. "Faria de novo", afirmou. 

Um irmão do suspeito também foi preso. Ele estava no local do crime no momento dos disparos e confessou, em entrevista à TV Pajuçara, participação no homicídio. Agora, a polícia quer saber se ele também ajudou o autor material a ocultar o cadáver.

Francisco estava desaparecido desde a tarde do domingo, quando a vítima recebeu uma ligação de um amigo e disse ao irmão que iria até as terras da antiga Fazenda dos Eucaliptos, em Coqueiro Seco. Em contato com o TNH1, o irmão da vítima, porém, nega que Francisco tenha cometido qualquer crime, como alegado pelo suspeito. 

"Essa história de vaca é mentira. Nossa família tem cabeças de gado, e meu irmão era um homem de bem. A polícia precisa investigar melhor essa história", disse ele, sem, no entanto, dar sua versão sobre a motivação do crime.