Polícia mira Oruam, mãe e irmão em operação contra o CV no Rio de Janeiro

Publicado em 29/04/2026, às 08h33
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Por CNN Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza uma operação para desmantelar o braço financeiro do Comando Vermelho, com alvos como o rapper Oruam e sua família, considerados foragidos. A ação visa combater a lavagem de dinheiro do tráfico de drogas na região.

A investigação, que durou cerca de um ano, revelou um sistema complexo de movimentação de recursos ilícitos, com operações financeiras que incluíam a fragmentação de valores e ocultação patrimonial. Diálogos entre líderes da facção e milicianos foram identificados, evidenciando a continuidade da influência de figuras centrais mesmo após a prisão.

A operação faz parte da 'Operação Contenção', que já resultou na captura de mais de 300 criminosos e na apreensão de armas e munições. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e empresas ligadas à lavagem de dinheiro.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil do Rio de Janeiro faz uma operação, na manhã desta quarta-feira (29), para desarticular o braço financeiro do Comando Vermelho no Rio responsável pela lavagem de dinheiro do tráfico de drogas. Entre os alvos estão o rapper Oruam, sua mãe, Márcia Nepomuceno, e seu irmão Lucas Nepomuceno. Os três são considerado foragidos.

São cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços ligados os envolvidos em Jacarepaguá e na Barra da Tijuca, na zona Sudoeste do Rio. Um homem identificado como Carlos Alexandre Martins da Silva foi preso durante as diligências. Segundo a polícia, ele seria o operador financeiro da mãe de Oruam.

A operação é resultado de uma investigação de cerca de um ano, que mapeou a engrenagem financeira utilizada pela facção criminosa. As apurações tiveram como base a análise de dados extraídos de dispositivos eletrônicos apreendidos, além do cruzamento de informações telemáticas e financeiras.

A polícia revelou um sistema estruturado de recebimento, pulverização e reinserção de valores ilícitos no circuito econômico formal.

Segundo os agentes, recursos do tráfico eram repassados por lideranças da facção a operadores financeiros, que realizavam a fragmentação dos valores por meio de contas de terceiros, além de utilizá-los para pagamento de despesas, aquisição de bens e ocultação patrimonial.

Também foram identificadas movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos investigados, evidenciando a origem ilegal dos recursos. A apuração apontou ainda a atuação coordenada de diversos integrantes, incluindo operadores responsáveis por intermediar transações sucessivas com o objetivo de dificultar o rastreamento do dinheiro.

A investigação identificou diálogos entre Carlos Costa Neves, conhecido como “Gardenal”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho, e um miliciano.

As conversas reforçam a influência de Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, como liderança central da facção, mesmo após anos preso.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos, possíveis empresas utilizadas na lavagem de dinheiro e beneficiários indiretos dos recursos ilícitos.

A ação desta quarta faz parte da "Operação Contenção", uma ofensiva estratégica do Governo do Estado para conter e atacar o avanço territorial da facção criminosa Comando Vermelho. O principal objetivo é desarticular a estrutura financeira, logística e operacional da organização criminosa, além de prender traficantes que atuam na região. Até o momento, mais de 300 capturados e outros 136 criminosos neutralizados em confronto. Foram apreendidas cerca de 470 armas, sendo 190 fuzis, e mais de 51 mil munições.

A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos citados.

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