Policiais militares são denunciados por truculência durante abordagem no interior de Alagoas

Publicado em 22/09/2026, às 13h04
Agressões durante abordagem foram gravadas em um vídeo - Foto: Reprodução
Agressões durante abordagem foram gravadas em um vídeo - Foto: Reprodução

por Eberth Lins

Publicado em 22/09/2026, às 13h04

Uma abordagem policial em Ouro Branco, Alagoas, gerou uma denúncia de truculência após um vídeo mostrar um policial agredindo um homem durante a ação, levantando preocupações sobre o uso excessivo da força por parte da polícia.

O incidente ocorreu em 17 de outubro, quando os policiais, apesar de o som ter sido reduzido, chegaram de forma agressiva, conforme relatos das vítimas, e tentaram impedir que a abordagem fosse filmada.

O Conselho Estadual de Direitos Humanos anunciou que o caso será encaminhado à Corregedoria da Polícia Militar para investigação, destacando a necessidade de uma abordagem mais humanizada e a importância do uso de câmeras corporais para garantir a transparência nas ações policiais.

Resumo gerado por IA

Uma ocorrência policial motivada por som alto escalou para uma denúncia de truculência contra os militares envolvidos na ação, em Ouro Branco, no interior de Alagoas.

Um vídeo registrado por uma das vítimas mostra um policial agredindo um homem durante a abordagem, aparentemente de forma desproporcional; assista abaixo:

As imagens também mostram um policial tentando impedir a gravação e ordenando que o segundo homem parasse de filmar.

"Apague, baixe o celular agora", ordena o policial, contrariado com o fato da ação estar sendo registrada.

O vídeo, encaminhado à TV Pajuçara, foi gravado no último dia 17. Conforme o relato das vítimas, após a denúncia, o volume do som foi reduzido. Mesmo assim, os policiais teriam chegado de forma truculenta, dando início às agressões.

Mirabel Alves, do Conselho Estadual de Direitos Humanos, lamentou a ação e disse que o caso será levado à Corregedoria da Polívcia Militar para que os PMs envolvidos sejam investigados.

"Nós sabemos que essa abordagem está totalmente fora das regras, dos procedimentos militares e fere totalmente as garantias de proteção à pessoa, que estão na Constituição. O policial é treinado para uma abordagem humanizada, mas o que vemos nas imagens é uma abordagem completamente diferente, com uso de força desnecessária. Por essa razão, defendemos o uso das câmeras corporais. Elas agem não somente em favor da sociedade, mas também a favor do policial", pontua, acrescentando confiar na ação da Corregedoria.

"Temos a certeza de que o comando vai apurar esse abuso de autoridade", disse.

O membro do Conselho também respondeu que não houve infração no fato da abordagem policial ter sido registrada. 

"Não há um desacato ali. O cidadão responde que está apenas fazendo uma filmagem por estar vendo algo fora da normalidade", complementa Mirabel, sobre a ordem para que a segunda vítima deixasse de gravar o episódio.

A Polícia Militar foi procurada, mas não se manifestou até a publicação desta matéria. 

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