Ao deixar o PL - ou ser enxotado do partido, como alegam seus aliados - o prefeito João Henrique Caldas contribuiu para desmontar toda a estrutura que vinha sendo montada pela oposição para a eleição deste ano em Alagoas.
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O objetivo seria fazer do próprio JHC o governador do Estado e eleger para o Senado os deputados federais Arthur Lira e Alfredo Gaspar.
Tarefa difícil, pois o embate seria contra o governo do Estado, a maioria da Assembleia Legislativa e das prefeituras e duas lideranças incontestes: o senador Renan Calheiros, três vezes presidente do Senado e que parte para seu quinto mandato consecutivo, e o senador Renan Filho, ex-prefeito, ex-deputado federal, duas vezes governador e Ministro dos Transportes.
Do lado de JHC, sua incontestável liderança em Maceió, maior colégio eleitoral de Alagoas, onde sua gestão tem elevado índice de aceitação, teria a parceria de Alfredo Gaspar, líder de todas as pesquisas para senador, e de Arthur Lira, de forte penetração no interior e que reuniu 83 dos 102 prefeitos no lançamento da suapré-candidatura ao Senado.
Após o desentendimento com o PL, do qual era presidente estadual, o prefeito ficou sem um partido para chamar de seu, e viu seu universo eleitoral se resumir a uma parte da sua bancada de vereadores que se manteve fiel.
Sem se definir, a esta altura se, afinal, vai ser candidato ao governo ou ao Senado ou se vai concluir o mandato de prefeito, JHC vive, certamente, o momento mais difícil da sua curta e vitoriosa carreira política.
Atualmente, nem ele próprio sabe avaliar qual o tamanho do seu cacife eleitoral.
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