Sahar Tabar, conhecida como a 'Angelina Jolie do terror', ganhou notoriedade na internet em 2018 por sua aparência alterada, mas sua fama atraiu a atenção do regime iraniano, resultando em sua prisão por blasfêmia e corrupção moral.
Condenada a 10 anos de prisão em 2020, Sahar cumpriu cerca de 14 meses antes de ser libertada em 2022, revelando que sua imagem era fruto de edições e truques de imagem, e expressando arrependimento por suas ações.
Após a prisão, ela optou por uma vida anônima em Teerã, temendo represálias do governo, e acredita-se que saia de casa com vestimentas que a tornam irreconhecível para evitar problemas com as autoridades.
Houve um período de 2018 em que o rosto da iraniana Sahar Tabar era um dos mais conhecidos da internet no mundo. Ela se apresentada como uma "versão macabra" de Angelina Jolie.
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A suposta transformação da "Angelina zumbi" viralizou mundo afora. Com bochechas enxertadas, lábios inchados e nariz extremamente arrebitado, ela provocou discussões sobre os excessos de cirurgias plásticas. Em algumas fotos, uma cadavérica Sahar aparecia com esparadrapos no nariz, indicando que teria passado por cirurgia plástica, e usando um hijab frouxo sobre os cabelos.
Tanta exposição acabou incomodando o regime islâmico de Teerã, que acabou prendendo Sahar, cujo nome verdadeiro é Fatemeh Khishvand.
A prisão revelou outra verdade: a aparência de "Angelina Jolie do terror" era fruto de edição e outros truques de imagem para viralizar em redes sociais. Presa por blasfêmia (insulto a Deus e costumes sagrados) e instigação à violência, ela foi julgada e condenada por um tribunal de crimes culturais e corrupção moral.
Sahar foi condenada a 10 anos de prisão em dezembro de 2020. No entanto, ela não cumpriu a pena integral, sendo libertada em outubro de 2022 após passar cerca de 14 meses em regime fechado.
Em entrevista em que revelou seu rosto real na TV estatal iraniana, ela declarou um profundo arrependimento por suas ações na internet.
"Tenho certeza de que não vou mais colocar o Instagram no meu telefone, muito menos ter uma página", afirmou ela.
Sahar explicou que sua "transformação digital" bizarra nasceu do desejo infantil de alcançar a fama internacional de forma rápida. Após passar pelo trauma da prisão, das acusações graves e da intensa pressão do governo iraniano, ela preferiu retornar a uma rotina comum e anônima em Teerã, longe dos holofotes.
Como foi julgada por corte que trata de casos ligados à "moralidade", Sahar mantém uma vida totalmente preservada e longe do noticiário, temendo que qualquer aparição ou comportamento considerado "desviante" possa colocá-la em risco de ser punida de uma forma bem mais grave.
Ela não tem sido vista em público. Acredita-se que Sahar possa estar saindo de casa com vestimenta islâmica que a torna irreconhecível.
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