O uso de anéis remonta ao Egito Antigo, onde eram símbolos de eternidade e compromisso, inicialmente utilizados por faraós e, posteriormente, por egípcios comuns para selar documentos e expressar afeto entre casais.
O costume de trocar alianças se espalhou para a Grécia e Roma, onde anéis simbolizavam poder político e religioso, com o anel de compromisso romano, o annulus pronubus, representando a permanência do vínculo matrimonial.
Após a queda do Império Romano, o uso de alianças se consolidou na Europa, sendo regulamentado pela Igreja Católica na Idade Média, e somente no século 20 os homens começaram a usar alianças de forma comum, especialmente após a Segunda Guerra Mundial.
Os historiadores costumam apontar o Egito Antigo como o primeiro momento em que as pessoas usaram anéis de forma habitual. Os faraós os usavam como uma representação da eternidade — o símbolo do círculo, que não tem começo nem fim, era uma ótima metáfora para isso. Mas egípcios de menor poder social também os utilizavam como ferramenta para selar documentos e recipientes.
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Os egípcios também foram os que inauguraram o uso como símbolo de afeto e compromisso entre um casal, a partir da dinastia ptolemaica (de 305 a.C. a 30 a.C.), embora esse não fosse um costume adotado por todos. Assim como para os faraós, o anel circular representava o amor eterno e a continuidade do casal para sempre. Além disso, o formato de círculo também aludia ao Sol e à Lua, ambos sagrados e adorados pelos egípcios.
Esses anéis de casais eram feitos de cânhamo ou juncos, materiais que não duravam muito, portanto acabavam substituídos por outros de couro ou marfim. Quanto mais caro o material, maior era a demonstração de amor da pessoa que presenteava.
Acredita-se que o costume de trocar ou presentear alianças tenha se espalhado para a Grécia Antiga — embora os gregos usassem os anéis como símbolo de amor, não de casamento. Posteriormente, o costume foi herdado pela Roma Antiga. O naturalista romano Plínio, o Velho, escreve: “Aqueles que haviam recebido anéis de ouro por estarem em missão diplomática usavam-nos apenas em público, mas em casa usavam anéis de ferro; é por essa razão que, ainda hoje, um anel de ferro — e, mais ainda, um anel sem pedra alguma — é enviado como presente a uma mulher quando ela fica noiva”.
De fato, como observa Plínio, o uso de anéis nessas sociedades mais antigas era muito relacionado ao poder político e religioso, que podia ser denotado pelos materiais e símbolos usados. Tanto na Grécia como em Roma, era comum a presença de anéis com adornos de mãos entrelaçadas, um símbolo muito forte para essas culturas, pois simbolizava que havia concordância — nos anéis de compromisso, representava união.
O anel dado pelo homem à mulher como parte do compromisso matrimonial era chamado annulus pronubus (“anel de promessa”) e fontes antigas e estudos posteriores registram exemplares de ferro, bronze e ouro. O metal durável simbolizava permanência e força, representando o vínculo do casal. Os romanos usavam o anel simbólico no quarto dedo da mão esquerda, assim como fazemos hoje, porque acreditavam que esse dedo, que hoje chamamos de anelar, abrigava a “vena amoris”, uma veia que conduzia diretamente ao coração.
Depois de Roma, o costume se espalhou pela Europa e acredita-se que, por volta do século 3 d.C., as classes mais abastadas já haviam adotado as alianças como forma de marcar o ato do noivado. Posteriormente, na Idade Média, a Igreja Católica incorporou e regulamentou o uso do anel dentro dos ritos matrimoniais, representando o elo inquebrável entre o casal.
Vale destacar que, ao longo desses séculos, o uso do anel de compromisso era quase sempre por parte da mulher. Foi apenas em meados do século 20 que os homens passaram a ter o hábito de usar uma aliança também, algo que era excepcional antes. A Segunda Guerra Mundial foi um importante ponto de virada, uma vez que muitos homens ocidentais lutando no exterior optavam por usar alianças como uma lembrança das esposas e famílias que haviam deixado em casa. Depois disso, passou a ser incomum o homem não usar aliança.
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