Alagoas

Presidente da AMA reclama de abastecimento irregular e cobra demissão do presidente da Casal

Redação com assessoria AMA | 11/03/21 - 17h33 - Atualizado em 11/03/21 - 18h51
Reprodução

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, pediu ao governador a demissão do presidente da Casal, Clécio Falcão. O prefeito justifica o pedido pela suposta inércia e falta de sensibilidade do atual gestor da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) que "não tem condições de gerir uma empresa tão importante".

Segundo o presidente da AMA, há meses a rede de abastecimento da adutora leiteira passa por grande crise, com abastecimento irregular nos municípios, principalmente os que encontram na ponta como Cacimbinhas, Jaramataia, Senador Rui Palmeira, Major Isidoro e Dois Riachos, por exemplo.

“O que mais nos impressiona é a inercia e falta de sensibilidade do presidente da Casal. Não cabe mais nessa nova fase de Alagoas, onde o governador Renan Filho tem se esforçado para cuidar das pessoas, falta de atitude como essa”, desabafou Wanderley.

Casal

A Casal emitiu uma nota sobre as declarações do presidente da AMA. Confira:

A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) rechaça veementemente as declarações da presidência da Associação dos Municípios de Alagoas (AMA), em que ataca a competência da empresa quanto ao abastecimento de água da Bacia Leiteira. A Companhia esclarece que o Sistema Coletivo da Bacia Leiteira é o maior sistema de abastecimento em operação pela empresa, atendendo a 18 cidades, algumas delas distantes quase 100 quilômetros do manancial, que é o Rio São Francisco, em Pão de Açúcar. É o caso, por exemplo, de Cacimbinhas, de um lado, e de Ouro Branco, do outro.

O Governo de Alagoas, por meio de convênio com o Ministério do Desenvolvimento Regional, contratou obras de revitalização e modernização de todo o Sistema Coletivo, incluindo uma estação de tratamento, várias adutoras, e como última etapa a substituição dos equipamentos da captação e das estações elevatórias. Essas obras, que quando estiverem concluídas vão resolver as principais deficiências no abastecimento da região, são conduzidas não pela Casal, mas sim pela Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinfra), que é responsável por elas.

A Companhia, como parte da solução, tem tomado ao longo dos anos ações mitigadoras para manter a operação dentro das condições de funcionamento permissíveis pelos atuais equipamentos. Assim, quando ocorre defeito em algum desses equipamentos, mesmo com a utilização das unidades reservas, há uma queda considerável na produção de água do Sistema, prejudicando principalmente as cidades localizadas no extremo das linhas adutoras, como é o caso de Cacimbinhas.

Outra iniciativa da Casal são as fiscalizações para combate ao furto de água nas adutoras para abastecer chácaras, sítios, fazendas e caminhões-pipa clandestinos, infelizmente muito comum em cidades de final de sistema. Por outro lado, o Sistema Coletivo é bastante afetado pelas constantes quedas de fornecimento de energia e oscilações de tensão elétrica, cujos relatórios a esse respeito já foram encaminhados à Seinfra e ao Governo do Estado.

E, para explicar todo esse contexto, a Casal tentou por diversas vezes, nos últimos dias, contato por telefone com o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), porém, as chamadas não foram atendidas e não houve retorno dos recados deixados para ele.
A Companhia lembra ainda que, após anos tentando resolver administrativamente a questão das dívidas dos municípios e sem obter sucesso, precisou acionar alguns deles judicialmente, pois entende que a saúde financeira da empresa e a melhoria da prestação de serviços aos moradores de todas as cidades passa, também, pela recuperação dos valores devidos pelas prefeituras.

A Casal finaliza informando que mantém um trabalho diuturno para melhorar os serviços e atender à população da Bacia Leiteira, enquanto acompanha de perto a conclusão das obras de reestruturação do Sistema Coletivo executadas pela Seinfra com recursos do Governo Federal e contrapartida do Governo do Estado.