Polícia

Presidiário de Porto Alegre usa redes sociais para tentar extorquir alagoanos

TNH1 | 19/11/20 - 09h48 - Atualizado em 19/11/20 - 11h02
Ascom PC-AL

A Polícia Civil de Alagoas investiga o crime de tentativa de extorsão pelas redes sociais que envolve um presidiário de Porto Alegre. Ele estaria em busca de aplicar golpes em alagoanos e três denúncias já foram registradas no Estado desde o início do ano. A polícia também confirmou que há mais de 40 casos semelhantes no Sul do país.

De acordo com o delegado Robervaldo Davino, o criminoso está recluso num presídio de Porto Alegre desde 2018 e inicialmente se passa por uma mulher para tentar seduzir a vítima por meio de aplicativo de mensagens.

Após ganhar a confiança da vítima, o presidiário envia fotos do corpo de mulher para o homem, sem mostrar o rosto. Logo depois, o golpista se identifica como menor de idade e, nesse momento, simula que o pai da jovem pegou o celular e começa a tentar extorquir o homem.

"É um crime que começa após conversas iniciadas pelas redes sociais. O criminoso diz que é uma mulher que mora em Porto Alegre e tenta seduzir o homem. Ele envia fotos de partes do corpo e, após o desenrolar, o criminoso então envia imagem com o rosto e diz que é menor de idade", disse o delegado. 

"Depois de assustá-lo, ele diz que a vítima agora está falando com o pai da jovem, e avisa que é preciso ele fazer um pagamento em dinheiro, caso contrário, ele vai processá-lo. O criminoso ainda se passa por um delegado de menores de Porto Alegre para pressionar a vítima", continuou Davino.

O denunciante informou à Polícia Civil alagoana que foi procurado pelo criminoso no dia 10 de novembro e esteve no 6º Distrito Policial dois dias depois para registrar o Boletim de Ocorrência. Davino confirmou que tanto ele quanto as outras duas pessoas que tiveram contato com o bandido não chegaram a ser extorquidas.

"Houve a tentativa. Nesse último caso, não foi tratado valor do dinheiro, apenas a pressão para que ele pagasse para se livrar do processo. Crimes pelas redes sociais são cada vez mais comuns e é preciso que a sociedade fique atenta e denuncie", acrescentou Davino.

Ainda de acordo com o delegado, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul já informou que outras pessoas suspeitas do crime também estão sendo identificadas pelas autoridades gaúchas.