Um estudante de biologia de 25 anos foi preso em flagrante em Maceió, Alagoas, por cultivar e refinar maconha e haxixe em um laboratório sofisticado, o que levanta preocupações sobre o tráfico de drogas na região.
O delegado responsável pela operação destacou que o jovem alegou que a droga era para uso pessoal, mas a estrutura profissional do laboratório e a divulgação nas redes sociais sugerem uma possível intenção de comercialização.
A polícia apreendeu diversos materiais utilizados na produção das drogas e continuará a investigação para determinar a extensão da atividade criminosa e a real finalidade da produção.
O jovem de 25 anos preso em flagrante em um laboratório de cultivo e refinamento de maconha e haxixe é estudante do curso de biologia e produzia algumas variações mais potentes da droga no local. A Polícia Civil de Alagoas encontrou o ponto na manhã desta sexta-feira (22) em um condomínio no bairro Antares, na parte alta de Maceió.
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“Ele se especializou, nega ser traficante e diz que o entorpecente é para uso próprio. De acordo com a Lei 11.343, artigo 33, guardar e ter em depósito configura tráfico, sem contar que ele estava cultivando maconha. Tinha duas estufas muito bem equipadas, realmente impressionante o profissionalismo dele”, detalhou o delegado Mac Dowell em entrevista à TV Pajuçara.
De acordo com o delegado, que é coordenador da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico da Capital, o laboratório era utilizado para produção de “maconha natural, haxixe comum e haxixe ice”. O local era equipado com um vasto material para plantação, como prensa mecânica, máquina de lavar roupa portátil (usada para produção do ice), além de outros insumos não detalhados pela polícia.
“Chegamos ao local por meio de uma informação recebida através do Disque-Denúncia. Acredito que a droga produzida não era para consumo próprio, como ele alegou. O jovem usava as redes sociais para divulgar o ‘trabalho’. Na próxima etapa da investigação, vamos nos aprofundar nisso”, frisou Dowell.
Segundo a polícia, o material apreendido foi levado para a sede da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico da Capital, no bairro Chã de Bebedouro, para as devidas análises.
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