Polícia

Quadrilha mantinha 'mendigo' na porta durante assaltos a bancos

TNH1 com João Victor Souza | 25/02/19 - 12h21 - Atualizado em 25/02/19 - 12h43
Entrevista coletiva passou detalhes da ação do grupo criminoso | TNH1 / João Victor Souza

A quadrilha de roubo a bancos desarticulada neste fim de semana, em uma operação das polícias Civil e Militar de Alagoas, agia como uma organização bem articulada, com especialistas responsáveis por cada etapa do crime. As informações foram confirmadas em entrevista coletiva na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), no centro de Maceió, na manhã desta segunda (25).

O grupo tinha uma pessoa especializada em desativar a segurança dos bancos, e duas para romper os cofres. O crime ocorria durante a madrugada, que é o período em que a agência está mais vulnerável, e sempre ficava uma pessoa do lado de fora como ‘vigilante’, disfarçada de mendigo.

Dos sete criminosos localizados, quatro morreram em um confronto com a polícia em Arapiraca, e outros três foram presos em Maceió. Os detidos foram eles: Everson Lara de Souza, 27 anos, Jhonathan Souza dos Santos, vulgo "Maranhão", 25 anos, e Raí Victor Amorim, o "Boiadeiro", 24 anos.

Os assaltantes que resistiram à prisão foram mortos em uma chácara, onde estavam escondidos, em Canaã, em Arapiraca. Hugo Fernando Pereira Lima, Junior Pereira Macedo, o "JM", Vanderson Caíque Pereira da Luz, conhecido como "G1" e um homem identificado apenas como Jorlan estavam com materiais como martelos, lavancas e vergalhões na residência. Eles utilizavam os instrumentos para cometer os roubos. 

Além de Alagoas, a quadrilha que se denominou "Faixa Preta" praticava assaltos a bancos pelo Nordeste e os integrantes eram do estado de Mato Grosso. A polícia também informou que a operação segue em andamento e novas prisões podem acontecer.

O assalto

O alvo da quadrilha neste fim de semana era uma agência do Banco Santander localizada na Avenida Álvaro Otacílio, em Ponta Verde. Na madrugada deste domingo, munidos com equipamentos, os assaltantes entraram na agência sem usar explosivos.

Eles chegaram a acessar o cofre do banco, onde, além de dinheiro, também estavam guardadas as armas dos seguranças da agência, mas foram surpreendidos por policiais que monitoravam as ações do bando.