Quadrilha usava falso curso de sargento do Exército para facilitar compra de armas no Rio

Publicado em 21/10/2026, às 07h01
Divulgação/PC-RJ
Divulgação/PC-RJ

Por Extra Online

A Polícia Civil do Rio desarticulou um esquema que simulava cursos de formação de sargentos da reserva do Exército para facilitar a compra ilegal de armas, resultando na prisão de três pessoas e na apreensão de seis armamentos, incluindo um fuzil.

As investigações começaram após a prisão de um homem com documentos falsificados para adquirir uma pistola, levando à identificação de um grupo que organizava aulas e emitia documentos falsos, como carteiras de identidade militar e Certificados de Registro de Arma de Fogo.

A Justiça já determinou o perdimento das armas apreendidas, que poderão ser utilizadas pela Polícia Civil, enquanto a investigação continua com mandados de prisão temporária e busca por outros envolvidos no esquema criminoso.

Resumo gerado por IA

A Polícia Civil do Rio desarticulou um esquema criminoso que simulava a realização de cursos de formação de sargentos da reserva do Exército Brasileiro para facilitar a compra de armas de fogo de uso restrito. Segundo as investigações, os envolvidos organizavam aulas presenciais, aplicavam provas e forjavam documentos militares para dar aparência de legalidade à formação dos participantes. Três pessoas foram presas, e seis armas, entre elas um fuzil, foram apreendidas.

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio de militares da 1ª Região Militar do Exército, começou há cerca de dois meses, após a prisão em flagrante de um homem que havia adquirido uma pistola calibre .40 mediante a apresentação de documentos falsificados.

A partir da prisão, os agentes passaram a analisar outras compras de armamentos e identificaram pessoas que utilizavam documentos com o mesmo padrão de falsificação. As diligências revelaram a existência de um grupo responsável por organizar os supostos cursos preparatórios e simular a formação de militares da reserva.

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), com apoio de militares da 1ª Região Militar do Exército, começou há cerca de dois meses, após a prisão em flagrante de um homem que havia adquirido uma pistola calibre .40 mediante a apresentação de documentos falsificados.

A partir da prisão, os agentes passaram a analisar outras compras de armamentos e identificaram pessoas que utilizavam documentos com o mesmo padrão de falsificação. As diligências revelaram a existência de um grupo responsável por organizar os supostos cursos preparatórios e simular a formação de militares da reserva.

De acordo com a Polícia Civil, os participantes assistiam a aulas e realizavam provas antes de receber carteiras de identidade militar e autorizações para a compra de armas. Os documentos continham assinaturas falsificadas de oficiais do Exército e eram utilizados para iniciar os processos de aquisição em lojas credenciadas.

Depois, o grupo também emitia Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF) falsos, que permitiriam a retirada dos armamentos nos estabelecimentos comerciais. Consultado durante a investigação, o Exército confirmou a falsidade dos documentos e a inexistência das autorizações de compra apresentadas pelos investigados.

Fuzil e pistolas apreendidos

Até o momento, a polícia identificou a compra de cinco armas, em transações que somaram aproximadamente R$ 50 mil. Ao todo, porém, seis armamentos foram apreendidos durante a investigação: quatro pistolas Glock, sendo três de calibre .40 e uma de 9 milímetros; uma pistola Taurus calibre .40; e um fuzil Fire Eagle calibre 5,56.

Parte das armas ainda estava nos estabelecimentos comerciais, aguardando a retirada pelos compradores, quando o esquema foi descoberto. Com isso, os policiais conseguiram impedir que os armamentos fossem entregues.

A Justiça já determinou o perdimento das armas apreendidas, que poderão ser destinadas ao uso da própria Polícia Civil.

Investigação continua

Além da prisão em flagrante que deu início às investigações, a Justiça expediu três mandados de prisão temporária contra envolvidos no esquema. Dois deles já foram cumpridos, elevando para três o número de presos.

A Polícia Civil informou que os nomes e as imagens dos investigados serão preservados nesta fase para não comprometer as diligências em andamento.

Os agentes agora buscam identificar os responsáveis pela organização dos cursos, pela produção e pelo fornecimento dos documentos falsificados, além de localizar outros possíveis participantes do esquema. A investigação também pretende esclarecer quantas pessoas obtiveram documentos militares fraudulentos e a extensão das compras de armamentos realizadas pelo grupo.

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