Polícia

Quatro policiais civis de Alagoas são presos por suspeita de extorsão

Redação TNH1 com PC/AL | 11/11/19 - 21h02 - Atualizado em 12/11/19 - 08h13
Em vídeos divulgados pela Polícia Civil, agentes trocam informações sobre as ações que irão realizar naquele dia | Reprodução / Vídeo / PC-AL

Quatro agentes da Polícia Civil de Alagoas foram presos nesta segunda-feira (11) suspeitos de extorsão e de integrar uma organização criminosa com atuação em feiras de Maceió. Gabriel Yuri Gomes dos Santos Rocha, Samarone Mendes Gonçalves, Austerlígenes da Silva Souto e Max Antônio de Andrade, foram alvos de mandados de prisão preventiva resultantes do desdobramento da Operação Navalha.

A policial Laryssa Manuela Magalhães da Silva (que já estava presa) e Juarez José da Silva, que se passava por policial nas ações criminosas do grupo, também tiveram prisão preventiva decretada. Juarez não foi localizado e é considerado foragido.

A operação foi iniciada em julho de 2019, quando resultou na prisão do policial militar Carlos Alberto Tenório Cavalcante Filho e da policial civil Laryssa Manuela, além de mais dois indivíduos, não policiais.

À época, esses quatro primeiros presos foram flagrados no Mercado da Produção, na capital alagoana, portando armas e distintivos, trajando uniformes da Polícia Civil de Alagoas e de posse de veículo identificado como viatura, praticando o crime de concussão, isto é, exigindo vantagens indevidas de comerciantes do local.

Vídeo divulgado pela Polícia Civil mostra áudios e vídeos compartilhados entre o grupo:

O aprofundamento da investigação demonstrou que o grupo formou uma organização criminosa para, com a utilização do aparato da polícia, obter enriquecimento ilícito às custas de extorsões.

As novas ordens de prisão, expedidas pela 17ª Vara Criminal da Capital, dizem respeito ao crime de constituir organização criminosa e a mais um delito de concussão praticado pelo grupo, em um condomínio residencial na parte alta da cidade.

De acordo com o delegado Fábio Costa, que coordenou a ação, Max Antônio de Andrade ainda teve uma segunda prisão decretada após ter sido demonstrada na investigação a participação dele na ação que culminou na primeira fase da operação. A investigação apontou que, mesmo estando no Rio de Janeiro, o policial era mantido informado de toda a evolução das ações do grupo em Alagoas, bem como recebeu gratificação.

Além das prisões, também foi decretado o afastamento cautelar dos agentes públicos de seus cargos na Polícia Civil bem como a suspensão de suas autorizações para portar arma de fogo.

Os suspeitos foram encaminhados à Central de Flagrantes localizada no bairro do Farol.

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