A música brasileira perdeu Deise Cipriano, vocalista do grupo Fat Family, em fevereiro de 2019, após uma luta contra o câncer, o que gerou grande comoção entre fãs e artistas que a apoiaram durante seu tratamento.
Deise foi fundamental para a consolidação do Fat Family como referência no soul e R&B nacional, e sua morte se somou a outras perdas significativas na história do grupo, como a de Sidney Cipriano em 2011.
O Fat Family, que continua ativo sob a liderança das irmãs Suzete, Katia e Simone, mantém vivo o legado de Deise e sua influência na música brasileira, celebrando a união familiar e a autoestima em um cenário artístico diversificado.
A música brasileira perdeu uma de suas vozes mais marcantes em fevereiro de 2019 com a morte de Deise Cipriano, aos 39 anos. Integrante do grupo Fat Family, ela enfrentava um câncer e estava internada no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo desde agosto do ano anterior. Sua partida gerou comoção entre fãs e artistas, que acompanharam de perto sua luta e demonstraram apoio durante todo o tratamento.
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O que aconteceu com a artista?
Fundadora do Fat Family, criado em 1996, Deise foi uma das responsáveis por consolidar o grupo como referência no soul e R&B nacional. Durante o período em que lutou contra a doença, recebeu mensagens de carinho de nomes conhecidos como Claudia Leitte, Neymar e Maurício Mattar. Em meio ao tratamento, que incluiu quimioterapia e a raspagem do cabelo, a cantora contou com o apoio incondicional da família — gesto que se tornou ainda mais simbólico quando sua filha, Talita Cipriano, e a irmã Simone decidiram raspar os cabelos em solidariedade.
A demonstração de afeto da filha emocionou o público nas redes sociais. “Mãe, você não está sozinha. A família Cipriano está aqui te apoiando! Estou com você, meu amor. Pra sempre, te amo”, escreveu Talita em uma publicação. A trajetória do grupo também foi marcada por perdas anteriores, como a morte de Sidney Cipriano, outro fundador, em 2011, após um AVC, o que tornou a história da família ainda mais comovente.
Legado musical e homenagens marcantes
Ao longo da carreira, o Fat Family emplacou sucessos como “Jeito sexy”, “Eu não vou” e “Gulosa”, além de releituras inspiradas no soul e no gospel internacional. O grupo lançou quatro álbuns entre 1998 e 2003 e, após um período voltado à música religiosa, retomou o cenário comercial em 2016. A influência de Deise permanece viva, refletida também nas homenagens de colegas como Ed Motta, que escreveu: “Minha cantora predileta, seremos iluminados com seu talento eternamente”. Mesmo após sua partida, sua voz segue ecoando na memória da música brasileira.
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Saiba mais do famoso grupo
O grupo Fat Family surgiu no cenário musical brasileiro no final da década de 1990, tornando-se um fenômeno instantâneo pela combinação única de vozes potentes, coreografias sincronizadas e um carisma contagiante. Formado originalmente por oito irmãos da família Cipriano, Sidney, Celinho, Celinha, Simone, Suzete, Katia, Deise e Sonia, o conjunto trouxe uma sonoridade profundamente inspirada no gospel norte-americano, no R&B e no soul, adaptando esses gêneros ao pop nacional com uma identidade visual e vocal marcante.
O auge do sucesso comercial veio com o álbum de estreia em 1998, impulsionado pelo hit “Jeito Sexy”, que dominou as paradas de rádio e programas de televisão. Outro marco inesquecível da trajetória do grupo foi a versão de “Killing Me Softly with His Song”, intitulada “Perto de Mim”, além da famosa “Gully Gully”. Para além da música, o Fat Family quebrou barreiras de representatividade na mídia brasileira da época, celebrando a união familiar e a autoestima de corpos gordos em um espaço artístico frequentemente restrito a padrões estéticos rigorosos.
Ao longo das décadas, o grupo enfrentou perdas dolorosas de integrantes fundamentais, como Sidney Cipriano em 2011 e a vocalista principal Deise Cipriano em 2019, além de passar por transições religiosas que influenciaram o repertório de alguns membros. Apesar das mudanças na formação original, o Fat Family permanece na ativa, atualmente capitaneado pelas irmãs Suzete, Katia e Simone. O trio continua a preservar o legado da família, celebrando a harmonia vocal que os consagrou e influenciando novas gerações de artistas do pop e do R&B no Brasil.
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