Alagoas

Quinhentas pessoas se matriculam em cursos gratuitos de Libras ofertados pela Seduc

Agência Alagoas | 20/01/20 - 15h02 - Atualizado em 20/01/20 - 15h05
Valdir Rocha - Agência Alagoas

Quinhentas pessoas efetuaram suas matrículas para os cursos gratuitos de Língua Brasileira de Sinais (Libras) ofertados pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) por meio do Centro de Atendimento à Pessoa com Surdez Joelina Cerqueira Alves (CAS). As aulas começam na primeira semana de fevereiro.

Com 14 anos de existência, o CAS é uma referência no ensino de Libras e no atendimento educacional de estudantes surdos. No último dia 16, 216 pessoas se matricularam nas turmas para iniciantes, o módulo Básico 1.

Uma delas foi a universitária Chrystiane Deyse Verçosa. “Resolvi me matricular por motivos pessoais e para enriquecer meu currículo, pois é importante saber Libras”, diz a estudante.

O engenheiro Daniel de Melo Wanderley fez sua matrícula motivado por um sonho pessoal: desde a infância, ele sempre quis aprender a se comunicar com pessoas surdas. Quando chegou à vida adulta, esse desejo renasceu com a convivência com um amigo surdo da faculdade.

“Ao nos comunicarmos com as pessoas surdas, aprendermos uns com os outros. Na universidade, fiz amizade com um estudante chamado Paulo e tinha dificuldade para conversar com ele, passar um assunto da aula. Por isso, resolvi estudar Libras, pois é uma experiência que será enriquecedora para o lado profissional e pessoal”, afirma Daniel.

Novas turmas - A professora Olindina Oliveira conta que 13 turmas farão o curso de Libras no primeiro semestre de 2020. E que, em março, uma nova turma, específica para professores, deve ser ofertada. “Este curso para professores vai além da Libras e insere o professor em todo o processo educacional do aluno surdo, mostrando como ele aprende, como se comunica, como raciocina”, explica Olindina, lembrando ainda que o CAS também oferece o Atendimento Educacional Especializado (AEE) para estudantes surdos da rede estadual, municipal e até universitários.

Ela faz uma avaliação positiva dos 14 anos de existência do centro. “Nestes 14 anos, tivemos muitos avanços para a população surda, que conquistou direitos. Acreditamos que o CAS contribuiu neste processo, com um trabalho intenso e abnegado de toda a sua equipe”, destaca Olindina.