Publicado em 09/07/2026, às 10h45
Uma recém-nascida em São Miguel dos Campos, Alagoas, faleceu devido a falência múltipla de órgãos, com suspeita de infecção por chikungunya contraída no útero, após a mãe ser diagnosticada durante a gravidez.
Estudos indicam que a transmissão perinatal da chikungunya pode ocorrer quando a mãe é infectada próximo ao parto, com risco de até 50% para o recém-nascido e alta probabilidade de evolução para formas graves da doença.
A Secretaria Municipal de Saúde lamentou a morte e intensificou ações de combate ao mosquito transmissor, enquanto o estado de Alagoas registrou 910 casos prováveis de chikungunya e uma morte no primeiro semestre de 2026.
Uma recém-nascida teve falência múltipla de órgãos e morreu nessa quarta-feira (08), no município de São Miguel dos Campos, no interior de Alagoas. A suspeita, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, é de que a vítima tenha contraído chikungunya ainda no útero, uma vez que a mãe foi contaminada com a doença durante a gravidez. O parto foi realizado em um hospital da rede privada da cidade. O sepultamento da menina aconteceu nesta quinta-feira (09).
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De acordo com o relato do pai ao TNH1, os 18 dias de vida da menina foram de “uma luta vencida pela falta de solução”. “Uma coisa devastadora. A mãe foi diagnosticada e, possivelmente, houve a transmissão. Está sendo visto como um caso agressivo”.
Segundo ele, além da falência múltipla de órgãos, a pele da filha estaria em “carne viva”, após ter sido “removida” por complicações da enfermidade. Ainda não há informações se foi realizado o teste na vítima para confirmar a infecção.
Estudos apontam que a transmissão da chikungunya na gravidez (perinatal) pode ocorrer, principalmente, quando a mãe é infectada próximo ao parto. O risco do recém-nascido contrair o vírus pode chegar a 50%, e cerca de 90% dos casos infectados evoluem para formas mais graves da doença.
Município teve duas mortes por chikungunya no último mês
Uma mãe e uma filha morreram em São Miguel dos Campos em um intervalo de apenas 34 dias por complicações associadas à chikungunya. Rubenita Lins dos Santos, de 60 anos, morreu no dia 30 de maio, enquanto que a filha, Crisleine Lins dos Santos, deu entrada no Hospital Helvio Auto no dia 23 de junho e faleceu no último sábado (04), 34 dias depois da mãe, após o agravamento do quadro clínico.
De acordo com o relatório médico, Crisleine apresentava estado de saúde gravíssimo. Além da chikungunya, desenvolveu pressão arterial baixa, infecção bacteriana e falência múltipla de órgãos durante a internação.
A Secretaria Municipal de Saúde de São Miguel dos Campos lamentou a morte de Crisleine, servidora do município, e informou que mantém ações de combate ao mosquito, com visitas domiciliares, aplicação de larvicidas e recolhimento de materiais que possam acumular água.
Panorama em Alagoas em 2026
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) emitiu, nessa quarta, o Panorama Mensal das Arboviroses em Alagoas. Os dados são referentes à Dengue, Zika, Chikungunya e Febre Oropouche, tabulados entre 1º de janeiro a 08 de julho de 2026.
No período, foram computados em Alagoas, 3.042 casos prováveis de dengue e dois óbitos confirmados. Com relação à Zika, permanecem 38 casos prováveis no período analisado, sem o registro de óbitos.
Quanto à Chikungunya, foram 910 casos prováveis e uma morte. O boletim de arboviroses é atualizado em período quinzenal pela pasta.
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