Um redemoinho de poeira impressionou os moradores de Maria Bode, em Água Branca, Alagoas, na última quinta-feira, gerando preocupação, mas é um fenômeno comum em regiões quentes e secas.
A meteorologista Juliana Souza explicou que a formação ocorre devido ao aquecimento do solo e à interação com os ventos, sendo mais frequente em áreas abertas com pouca vegetação.
Embora o redemoinho tenha curta duração e não represente perigo, recomenda-se que as pessoas mantenham distância para evitar a exposição a poeira e detritos levantados pelo fenômeno.
Um redemoinho de poeira chamou a atenção dos moradores do povoado Maria Bode, na zona rural de Água Branca, no Sertão de Alagoas, nessa quinta-feira (15). O fenômeno foi registrado em vídeo e impressionou pelo tamanho da coluna de poeira que se formou em uma área aberta.
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Apesar do susto provocado pelas imagens, o redemoinho é um fenômeno relativamente comum em regiões de temperaturas elevadas e baixa umidade. Em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, a meteorologista Juliana Souza explicou que a combinação dessas condições favorece a formação dos chamados redemoinhos de poeira.
Por que os redemoinhos se formam?
O fenômeno acontece quando o solo aquece e esquenta o ar próximo à superfície. Esse ar sobe e, ao interagir com os ventos, pode adquirir um movimento giratório, levantando partículas de poeira e formando a coluna que aparece nas imagens.
A ocorrência é favorecida por áreas abertas, com pouca vegetação e solo exposto, onde o aquecimento acontece com mais facilidade. No Sertão alagoano, as temperaturas elevadas e a baixa umidade contribuem para que esse tipo de fenômeno apareça com maior frequência.
Segundo a meteorologista, os redemoinhos de poeira geralmente têm curta duração e não apresentam grande intensidade. Por isso, o registro em Água Branca, por si só, não indica uma situação de perigo para a comunidade.
Isso não significa, porém, que seja recomendável chegar perto para filmar. Durante a formação do redemoinho, o movimento do ar pode levantar poeira e pequenos detritos, tornando mais seguro observar o fenômeno a uma distância adequada.
A orientação é evitar a aproximação, mesmo quando o redemoinho parece perder força.
Veja o vídeo:
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