Regulamentação do fim da 6x1 pode liberar semana com apenas uma folga e abrir escala 4x3; entenda

Publicado em 04/11/2026, às 17h03
Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Por Luany Galdeano e Fernanda Brigatti/FolhaPress

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anunciou que um novo decreto permitirá que trabalhadores tenham apenas um dia de descanso por semana, desde que garantam pelo menos oito folgas mensais, reforçando a prevalência de acordos coletivos sobre a legislação vigente.

O decreto, que deve ser publicado na próxima segunda-feira, não especificará categorias, deixando a decisão para as empresas, e permitirá escalas de trabalho flexíveis, como 6x1 e 4x3, conforme acordos coletivos.

Marinho também mencionou discussões com o presidente da Câmara sobre a adequação das normas do Ministério do Trabalho para atender às exigências da Proposta de Emenda à Constituição, que estabelece a necessidade de duas folgas semanais e uma jornada de 42 horas por semana.

Resumo gerado por IA

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (4) que o decreto de regulamentação do fim da escala 6x1 vai reforçar a prevalência do acordo coletivo sobre a lei, com a possibilidade de o trabalhador permanecer com apenas um dia de descanso por semana, contanto que tenha ao menos oito dias de folga no mês.


Nesses casos, seria possível, por exemplo, um trabalhador atuar na escala 6x1 em uma semana, e na 4x3 na outra, contanto que esteja previsto no acordo coletivo.


O decreto, no entanto, não trará lista específica de categorias para serem regulamentadas. Isso deverá ser decidido por cada empresa, se aquilo se aplicar ao seu caso. A previsão é que o decreto seja publicado na próxima segunda (9), já que o ministro vai despachar com o presidente Lula (PT) na quinta (5).


"Não tem lista de flexibilidade. A PEC [Proposta de Emenda à Constituição] determina dois descansos semanais. A flexibilidade concedida é que essas duas folgas estejam consolidadas dentro do mês", afirmou Marinho. "Os acordos coletivos de trabalho terão um papel essencial no processo de regular as escalas, respeitado o comando da PEC."


Ele afirmou ainda que já conversou com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre a possibilidade de adequar normas do MTE para que diferentes setores tenham as condições de cumprir as exigências da PEC. Não haverá exceções e todos precisarão dar ao menos oito folgas por mês e reduzir a jornada para 42 horas semanais.

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