Maceió

Rodoviários aceitam reajuste de 1,74%, mas mantêm paralisação aos domingos

Deborah Freire | 09/05/19 - 07h31 - Atualizado em 09/05/19 - 12h24
Assembleia de rodoviários realizada na quarta-feira | Cortesia

Rodoviários da São Francisco, no Tabuleiro do Martins, se reuniram nesta quinta (9) para a última assembleia de votação do reajuste de 1,74% oferecido pelas empresas. Com isso, os ônibus atrasaram a saída da garagem.

De acordo com o secretário do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttro), Écio Ângelo, o índice foi aceito pela categoria e agora, o próximo passo, é cobrar do Município e do Ministério Público o ordenamento do transporte para reduzir o serviço irregular.

“O Sinttro se reúne com o Ministério Público do Trabalho no dia 15 para levar o resultado das assembleias. Nós aceitamos, mas a negociação fica em aberto, vamos continuar o movimento. Queremos organizar, disciplinar o transporte”, defende.

A categoria cobra ainda do poder público a desoneração de impostos na passagem de ônibus, para reduzir os custos para as empresas e evitar demissões, tendo em vista o aumento frequente do valor do diesel, principal insumo do transporte urbano da Capital.

A partir do dia 19 de maio, os rodoviários irão manter os ônibus sem circular aos domingos, como forma de protesto. As decisões foram tomadas em assembleias durante toda a semana, nas garagens da Veleiro, Cidade de Maceió, Real Alagoas e São Francisco.

Procurada pelo TNH1, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) declarou que "diariamente realiza operações de fiscalização nas vias de Maceió, no intuito de combater a prática ilegal do transporte irregular de passageiros, os chamados clandestinos (...) e que o contrato da licitação do transporte público de Maceió está sob intervenção da Agência Municipal de Regulação de Serviços Delegados (Arser)".

A Secretaria Municipal informa ainda que não há tributação municipal sobre o diesel ou qualquer combustível. "O Imposto Sobre Serviços (ISS) é o único tributo devido para transportes públicos, que hoje já possui um valor pacificado para todo o país, tendo alíquotas mínima e máxima previstas. Dessa maneira, a secretaria esclarece que a maior parte dos tributos para transportes públicos está nos âmbitos estadual e federal. Para qualquer tipo de desoneração tributária neste aspecto,  seria necessária a integração entre a gestão pública estadual, federal e municipal."