Um casal da Flórida processa uma clínica de fertilidade após descobrir que o esperma do homem errado foi utilizado na fertilização in vitro, resultando em uma filha com tipo sanguíneo incompatível com os pais. A situação gerou um impacto emocional profundo, transformando a alegria da chegada da filha em um pesadelo.
A suspeita surgiu quando um exame de sangue revelou que a menina tinha tipo sanguíneo B positivo, o que era biologicamente impossível, levando a um teste de DNA que confirmou que Josh não era o pai biológico. Os advogados do casal destacam que as consequências emocionais são devastadoras e permanentes.
O casal entrou com uma ação por negligência médica contra a Brown Fertility Clinic, buscando responsabilização e respostas sobre o erro. Os representantes legais afirmam que a clínica se recusou a fornecer explicações, e a ação visa proteger outras famílias de situações semelhantes.
Tudo parecia ter dado certo. Depois de recorrerem à fertilização in vitro (FIV), o casal americano Natalie e Josh Strong, da Flórida, teve uma menina saudável na primavera de 2025. Mas um detalhe em um exame de rotina transformou a alegria em um pesadelo e, agora, eles processam a clínica de fertilidade, alegando que o esperma do homem errado foi usado no procedimento.
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O tipo sanguíneo que não fazia sentido
O casal entrou com uma ação por negligência médica contra a Brown Fertility Clinic, em Jacksonville, e vários funcionários, em 17 de setembro. A suspeita começou quando um exame de sangue de rotina revelou que a bebê tinha tipo sanguíneo B positivo — algo impossível, considerando que Natalie é O negativo e Josh, A negativo.
Josh, que é enfermeiro, percebeu na hora que havia algo errado. "Ele disse: 'Bem, como isso se encaixa?'", contou Natalie. "E ninguém conseguia entender. Testamos o tipo sanguíneo dela de novo, e até pensamos: 'Talvez um dos nossos tipos esteja errado'. Então testamos o dele e o meu novamente, e estavam todos corretos. Não havia absolutamente nenhuma chance da Ava ser B positivo com dois pais de tipos negativos."
A confirmação veio da forma mais dura possível: um teste de DNA revelou que Josh não era o pai biológico da menina. A Brown Fertility Clinic não respondeu de imediato ao pedido de comentário da revista People.
Alegria e dor no mesmo dia
Para o casal, o impacto é permanente. "Estamos devastados. Isso vai nos afetar pelo resto das nossas vidas. Precisamos descobrir como vamos contar para ela um dia, e isso tirou a euforia de ter um bebê", desabafou Natalie. Segundo eles, a clínica não deu nenhuma resposta sobre o suposto erro.
Josh contou que os dois seguem lidando com emoções contraditórias. "Você sente tristeza e raiva e, no mesmo dia, também sente alegria e amor. É muita coisa para processar, mas nós a amamos muito", disse.
Uma ação em busca de respostas
Para os advogados do casal, as consequências emocionais são quase impossíveis de descrever. "Joshua foi privado da paternidade biológica pela qual passou por uma cirurgia e pagou à clínica para alcançar. Natalie teve que encarar o fato de que o material genético de um homem desconhecido foi usado para criar uma gravidez dentro do corpo dela, sem seu conhecimento ou consentimento", afirmou Benjamin Ikuta, do Fertility Law Group, em nota. "São lesões permanentes que nenhum pedido de desculpas pode desfazer."
Segundo os representantes, o casal levou o caso adiante não apenas para obter responsabilização pelo que viveu, mas também para forçar respostas que possam proteger outras famílias. "A Brown Fertility se recusou a fornecer qualquer explicação sobre o que aconteceu. Esta ação vai responsabilizá-los e obrigá-los a dar respostas", afirmou outro advogado do casal, Rob Marcereau.
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