São Paulo investiga mais um caso suspeito de ebola; mulher estava no Congo

Publicado em 10/06/2026, às 17h15
Arquivo / Avener Prado / Folhapress
Arquivo / Avener Prado / Folhapress

Por Patrícia Pasquini / Folhapress

Um caso suspeito de ebola está sendo investigado em São Paulo, envolvendo uma mulher de 31 anos que apresentou sintomas após retornar de uma viagem à República Democrática do Congo, embora um caso anterior tenha sido descartado.

A paciente, que está estável e em isolamento, apresentou febre e diarreia três dias após a chegada ao Brasil, e o teste para malária foi negativo, enquanto as análises para ebola estão sendo conduzidas pelo Instituto Adolfo Lutz.

As autoridades de saúde de São Paulo intensificaram a vigilância epidemiológica e treinaram mais de mil profissionais, mantendo o risco de introdução do vírus no Brasil classificado como muito baixo.

Resumo gerado por IA

Mais um caso suspeito de ebola é investigado em São Paulo, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde. Outro paciente que havia sido monitorado teve descartada a infecção por ebola.

O caso investigado agora é o de uma brasileira de 31 anos. Ela foi transferida de um hospital particular da capital paulista para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

A mulher relatou que viajou a trabalho para a província de Kivu do Norte, no leste da República Democrática do Congo. A paciente desembarcou no Brasil em 6 de junho e apresentou sintomas como febre e diarreia três dias depois.

A entrada da paciente no serviço privado ocorreu também no dia 9, e a transferência se deu no início da madrugada desta quarta-feira (10), data da notificação do caso à vigilância estadual.

Segundo a Secretaria da Saúde, a brasileira preencheu os critérios para definição de caso suspeito, como o histórico de viagem a país com áreas de transmissão da doença e os sintomas apresentados.

O teste rápido para malária deu negativo. Até o momento, não há confirmação laboratorial de infecção pelo vírus ebola. O Instituto Adolfo Lutz conduz as análises.

A paciente está estável e permanece em leito de isolamento, seguindo os protocolos de biossegurança previstos para este tipo de situação, afirma a secretaria. No dia 1º de junho, o estado de São Paulo descartou um caso suspeito de ebola.

O homem de 37 anos, procedente da República Democrática do Congo, recebeu dianóstico de meningite meningocócica, causada pela bactéria Neisseria meningitidis. Ele segue internado no Emílio Ribas, com evolução favorável do quadro clínico.

Outro caso foi monitorado no Rio de Janeiro, e a infecção por ebola foi novamente descartada -o paciente recebeu diagnóstico de malária.

As autoridades de saúde afirmam que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul permanece classificado como muito baixo.

No estado de São Paulo, a Secretaria da Saúde diz ter intensificado as ações de vigilância epidemiológica e realizado treinamento de mais de mil profissionais de saúde. Também atualizou um nota informativa sobre o vírus, que incorpora novos detalhamentos técnicos para orientar a rede de saúde sobre identificação, notificação, investigação, manejo e monitoramento de casos suspeitos e contatos.

A infecção pelo vírus ebola pode começar de repente, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, cansaço, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal.

Em quadros graves, há possibilidade de evolução para hemorragias, choque e falência de múltiplos órgãos. O período de incubação do vírus no organismo varia de 2 a 21 dias.

A transmissão não se dá por via respiratória, nem pelo suor: ocorre por contato direto com sangue, tecidos e fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, vivos ou mortos. Entre os fluidos capazes de transmitir o vírus estão saliva, urina, fezes, leite materno e sêmen. O vírus também pode ser transmitido por objetos e superfícies contaminados.

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