Selfie no Instagram leva um pesquisador a descobrir nova espécie de planta na Amazônia

Publicado em 09/10/2026, às 14h52
Foto:  Instagram;Carlos Magdalena
Foto: Instagram;Carlos Magdalena

Por Extra Online

A descoberta de uma nova espécie de planta aquática, a Victoria colombiana, ocorreu após uma foto postada por Jeremiah Harris nas redes sociais, que chamou a atenção do botânico Carlos Magdalena, especialista em nenúfares.

A nova espécie, que pode atingir até três metros de diâmetro, foi encontrada em uma expedição ao rio Inirida, na Colômbia, onde a equipe enfrentou dificuldades para localizar exemplares férteis, essenciais para a classificação botânica.

A equipe agora busca classificar a Victoria colombiana como Criticamente Ameaçada na Lista Vermelha da IUCN, ressaltando a importância de proteger essa nova descoberta, que já é considerada em risco de extinção devido ao seu número reduzido na natureza.

Resumo gerado por IA

Jeremiah Harris não sabia, mas o close que deu, nadando entre lírios-d’agua gigantes no meio da floresta colombiana, levaria um pesquisador, Carlos Magdalena, a descobrir uma espécie completamente nova da planta.

Magdalena, especialista mundialmente renomado em nenúfares (plantas aquáticas) do Jardim Botânico Real de Kew, estava surfando pelo Instagram quando se deparou com a foto de Harris, que administra um viveiro de plantas carnívoras nos EUA. A foto foi tirada no rio Inirida, em Guainía, Colômbia.

Harris, também conhecedor de plantas, acreditava se tratar de lírios d’água já conhecidos: os Victoria amazonica.

Só que Magdalena, assim que viu a foto, suspeitou de algo, uma vez que as Victoria amazonica não chegam, naturalmente, até o rio Inirida.

Com ajuda de Harris, ele conseguiu chegar ao ponto exato onde a foto foi tirada. Foram anos analisando imagens de satélite, buscando fundos e as permissões necessárias para finalmente ir de encontro aos lírios.

Magdalena então contatou Mauricio Bernal, do Jardín Botánico de Bogotá José Celestino Mutis, em Bogotá, que também cultiva Victoria nas exibições tropicais do jardim e tem um histórico de colaboração com Kew.

De selfie a um encontro inesperado na floresta tropical

A expedição ao longo do rio Inirida, que fica na bacia hidrográfica da cabeceira do rio Orinoco, o terceiro maior rio da América do Sul, tinha como duração planejada cinco dias.

Só que, no raiar do quinto e último dia, parecia que Harris, Mutis e equipe voltariam para casa sem encontrar nada. Eles até chegaram a localizar dois espécimes, mas eles não estavam floridos.

Isso era problemático, pois um exemplar fértil de herbário – um espécime vegetal prensado e seco que, crucialmente, requer uma flor – é fundamental para que os botânicos distingam as diferenças entre as espécies.

Gostou? Compartilhe