A crescente popularidade de alimentos 'proteicos' em supermercados e restaurantes tem levado muitos consumidores a confundir a presença de proteína com saúde, o que nem sempre é verdade.
Embora a proteína seja um nutriente essencial, muitos produtos enriquecidos ainda contêm altos níveis de sódio, açúcares e aditivos, o que pode comprometer sua qualidade nutricional.
Especialistas recomendam priorizar fontes naturais de proteína, como carnes e leguminosas, e enfatizam que a saúde alimentar deve ser avaliada pelo conjunto da composição dos alimentos, não apenas pela quantidade de proteína.
Basta caminhar pelos corredores do supermercado ou até observar alguns restaurantes/lanchonetes para perceber que estamos vivendo a era dos alimentos "proteicos". Iogurtes, chocolates, sorvetes, barras de cereal e até sobremesas ganharam versões enriquecidas com proteína. O problema é que muita gente passou a associar, automaticamente, a palavra "proteico" com "saudável". E essas duas características nem sempre caminham juntas.
A proteína é, sem dúvida, um nutriente essencial. Ela participa da manutenção da massa muscular, da produção de hormônios, enzimas e anticorpos e também contribui para a saciedade. No entanto, adicionar proteína a um produto não elimina a presença de excesso de sódio, açúcares, gorduras, aromatizantes, corantes e outros aditivos típicos de muitos alimentos ultraprocessados.
Mais importante do que escolher um alimento porque ele tem mais proteína é observar sua composição como um todo. Sempre que possível, priorize fontes naturalmente proteicas, como ovos, carnes, peixes, leite e derivados, além das leguminosas, como feijão. Lembre-se: a necessidade de proteína varia de pessoa para pessoa. Na nutrição, equilíbrio continua sendo muito mais importante do que seguir tendências ou acreditar nas promessas estampadas na embalagem.
Não esqueça: Não é a presença de proteína que define se um alimento é saudável, e sim o conjunto da sua composição e o contexto da alimentação.
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