Polícia

Servidor da Câmara já respondia por crimes sexuais cometidos em 1996, diz delegada

TNH1 com TV Pajuçara | 15/04/19 - 12h17 - Atualizado em 15/04/19 - 12h36
Benício Vieira foi preso nesta segunda | TNH1 / Erik Maia

Investigações sobre a ficha de Benício Vieira de Lima, 46 anos, servidor da Câmara de Vereadores de Maceió preso hoje (15) suspeito de praticar 19 estupros, mostram que ele já responde a uma investigação por crimes sexuais cometidos em 1996.

Os crimes são previstos no artigo 218 e 213 do Código Penal. O primeiro trata de induzir uma criança ou adolescente a satisfazer lascívia ou presenciar ato sexual ou libidinoso, e o segundo é o estupro.

As informações foram reveladas nesta segunda-feira (15) pela delegada Adriana Gusmão, em entrevista ao repórter Alberto Lima, da TV Pajuçara, no programa Fique Alerta.

De acordo com Adriana, que coordena a Delegacia de Crimes contra a Criança, as investigações sobre os estupros cometidos por ele a partir de 2015 começaram em meados do ano passado.

Ela afirma que os inquéritos por estupro já existiam, mas a polícia uniu os casos após perceber que o autor tinha o modo de agir muito similar. “Percebemos que se tratava de uma única pessoa”, afirmou.

A delegada descobriu que o servidor dirigia um carro prata e abordava as vítimas, muitas delas adolescentes e outras já adultas, em locais desertos onde não tinham como pedir ajuda. Ele descia o vidro e mostrava uma bolsa que aparentava ser uma arma.

Elas eram obrigadas a entrar no carro, ele descia o banco e vendava os olhos das jovens até chegar ao escritório onde ocorriam os estupros, na Avenida Rotary. Elas eram obrigadas a abrir o portão e eram levadas até um quarto, onde ocorria o crime. Benício agia sozinho.

Provas

Além das provas obtidas pelo Serviço de Inteligência da polícia e do laboratório cibernético de Brasília, pelo menos seis vítimas já reconheceram Benício por foto e também o local do crime. Outras três procuraram a delegacia no início da tarde para fazer o reconhecimento.

Mulheres e adolescentes que ainda não tenham sido ouvidas podem comparecer à Delegacia de Crimes Contra a Criança, no bairro do Jacintinho, ou à Delegacia da Mulher, no Centro, para que seja iniciada nova investigação.

Benício já realizou exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal, e após prestar depoimento, será encaminhado ao sistema prisional. Ele foi preso em cumprimento de mandado de prisão temporária expedido pela Justiça, e será exonerado da Câmara de Vereadores.

A pena por cada crime de estupro pode variar de 6 a 10 anos.