Maceió

Sesau pede que município de Maceió não permita escolha de tipo de vacina pela população

Desde o final de semana há registros de longas filas para imunização da Pfizer, enquanto pontos que aplicam AstraZeneca têm baixa procura na capital

Redação TNH1 com TV Pajuçara | 26/05/21 - 13h46 - Atualizado em 26/05/21 - 14h19
Secom Maceió

O secretário de estado de Saúde, Alexandre Ayres, criticou a atitude de parte da população em escolher qual vacina contra Covid-19 vai receber e causar longas filas para receber as doses da Pfizer, enquanto os lotes da AstraZeneca sobram nos pontos de vacinação em Maceió. 

Em entrevista ao vivo ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, Ayres afirmou que essa escolha é proibida e ressaltou que já procurou a Prefeitura de Maceió para alertar que situações como essa não podem acontecer. 

"Primeiro essa escolha é proibida. A gente não pode dar ao cidadão essa oportunidade de escolher doses. Já conversei isso com o município de Maceió e isso não pode acontecer, com base, inclusive, nas regras sanitárias, nas regras do Programa Nacional de Imunização. Todas as vacinas disponibilizadas em Alagoas e no Brasil têm a aprovação e o registro na Anvisa. Não há necessidade dessa polêmica. O mais importante é o cidadão ser vacinado. Não há essa necessidade de escolha a vacinar", criticou o secretário.

Nos últimos dias houve registros de filas imensas em postos com aplicação da Pfizer, inclusive, com relatos de esgotamento das doses por conta da procura única pelo imunizante belga. Ayres classificou o movimento como reflexo de teorias das redes sociais na pandemia.  

"Isso é muito pela "infodemia" que a gente vive desde o ano passado, essas teorias da conspiração de redes sociais e de pessoas tentando trazer pânico para a população. Me recordo que quando só tínhamos a AstraZeneca e a CoronaVac, houve inicialmente um preconceito contra a vacina CoronaVac, até por declarações de representantes do Governo Federal. Em seguida, a AstraZeneca passou a apresentar algumas reações adversas em algumas partes do mundo, as pessoas não queriam mais a vacina de Oxford, só queriam a CoronaVac. E assim vai acontecendo. A gente tem essa tranquilidade de que o que está ofertando para a população são vacinas seguras, vacinas aprovadas pela Agência de Vigilância Nacional. E que o mais importante é a aceleração da vacinação, independente da escolha da vacina", frisou. 

Em nota, a Prefeitura de Maceió explicou que tem orientado a população a tomar o imunizante que estiver disponível, independente do laboratório, contudo, não pode obrigar o cidadão a tomar um ou outro. Veja a nota na íntegra.

"A Prefeitura de Maceió reforça que, desde o início da vacinação contra a Covid-19, orienta à população a se vacinar independente do tipo de imunizante, já que todos eles têm eficácia comprovada pela Anvisa e considerando ainda a urgência em imunizar o máximo de pessoas no menor tempo possível.

Com a chegada das doses de Pfizer, que exige temperaturas baixíssimas para aplicação, o Município precisou criar filas distintas para cada imunizante, o que permite a identificação da raia onde está sendo aplicada cada vacina, e com isso, as pessoas optam por uma ou outra fila.

Com isso, o Município vem reforçando a orientação para que não se escolha vacina no momento da aplicação, mas não pode, contudo, obrigar a população a tomar um ou outro imunizante.

Dessa forma, pedimos à população que tomem a vacina disponível para contribuir com a rápida imunização dos maceioenses contra o coronavírus".

Novas doses

Alagoas recebeu nesta quarta-feira, 26, mais 96 mil doses da vacina AstraZeneca e aguarda para amanhã outras 10 mil doses da Pfizer. O governo deve anunciar ainda nesta semana a nova faixa etária a ser imunizada com as novas remessas.