Curiosidade intensa, criatividade e facilidade para aprender podem ser indícios de altas habilidades em crianças
Nem toda criança com altas habilidades tira as melhores notas da turma na escola. Algumas podem parecer desinteressadas, inquietas ou até apresentar dificuldades de aprendizagem. Em outros casos, características como Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) acabam mascarando a superdotação, dificultando o reconhecimento dessas crianças. No Dia Internacional da Superdotação, celebrado em 10 de agosto, identificar esses estudantes o quanto antes faz diferença no desenvolvimento acadêmico, emocional e social.
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Para Aline Brito, psicopedagoga e diretora do Colégio Sigma, ainda existe um conceito equivocado sobre o que significa ser superdotado. “Muitas pessoas acreditam que toda criança superdotada será a melhor aluna da sala, mas isso não é verdade. Alguns aprendem muito rápido, fazem perguntas o tempo todo e têm um raciocínio bastante avançado, mas podem perder o interesse quando não encontram desafios ou até apresentar dificuldades de adaptação à rotina escolar”, explica.
A seguir, veja 6 comportamentos que merecem atenção de pais e professores:
Quando encontra um tema de que gosta, a criança costuma aprofundar o conhecimento por conta própria e aprender com rapidez.
A curiosidade é intensa e, muitas vezes, leva a questionamentos complexos e reflexões que surpreendem adultos.
Criatividade e pensamento lógico costumam aparecer na forma como a criança encontra soluções para desafios.

Algumas crianças conseguem estabelecer relações entre assuntos e se expressar com desenvoltura desde cedo.
Quando não encontra estímulos compatíveis com seu potencial, pode parecer desmotivada ou desinteressada pelas aulas.
Segundo Aline Brito, um dos maiores desafios atualmente é identificar a chamada dupla excepcionalidade, quando a criança tem altas habilidades e apresenta outro transtorno do neurodesenvolvimento.
“As características podem mascarar umas às outras. Em alguns casos, o potencial elevado faz com que dificuldades relacionadas ao TDAH ou ao autismo passem despercebidas. Em outros, acontece o contrário: os desafios comportamentais chamam tanta atenção que as altas habilidades deixam de ser reconhecidas”, afirma.
A psicopedagoga explica que, por isso, a avaliação não deve se basear apenas no desempenho escolar. “O olhar precisa considerar o desenvolvimento da criança como um todo. Quando a identificação acontece cedo, conseguimos oferecer desafios compatíveis com o potencial do estudante e criar estratégias para que ele se desenvolva de forma equilibrada, tanto academicamente quanto emocionalmente”, finaliza.
Por Karina Oliveira
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