Suspeito de furto sofre tentativa de homicídio após revolta da população, em Maceió

Publicado em 15/06/2026, às 07h51
Arquivo/João Victor Souza/TNH1
Arquivo/João Victor Souza/TNH1

Por TNH1

Um homem suspeito de furto foi agredido por populares e sofreu uma tentativa de homicídio no bairro Benedito Bentes, em Maceió, sem que ninguém tenha sido preso até o momento.

Após a agressão, a vítima foi levada ao Hospital Geral do Estado com cinco perfurações, mas seu estado de saúde não foi divulgado; a polícia não conseguiu localizar a suposta vítima do furto.

A prática de justiçamento é considerada crime, podendo resultar em acusações de lesão corporal ou homicídio, e entre 2015 e 2024, a OAB/AL registrou 720 casos desse tipo, com 129 mortes relacionadas.

Resumo gerado por IA

Um homem suspeito de tentar furtar uma pessoa foi vítima de uma tentativa de homicídio após ser agredido por populares nesse domingo (14), no bairro do Benedito Bentes, na parte alta de Maceió. Até o momento, ninguém foi preso.

De acordo com a Polícia Militar, após a suposta tentativa de furto, o homem foi contido por populares e passou a ser agredido. Durante o ataque, ele teria sido ferido inclusive com o uso de armas brancas. A vítima apresentava cinco perfurações, sendo uma na cabeça e quatro no tronco.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou o homem ao Hospital Geral do Estado (HGE), onde recebeu atendimento médico. O estado de saúde dele não foi informado.

Os militares realizaram buscas na região para localizar a suposta vítima da tentativa de furto, mas ninguém foi encontrado.

Justiçamento é crime

Linchamentos, espancamentos e outras formas de agressão contra suspeitos não são amparados pela legislação e podem configurar crimes como lesão corporal, tortura, tentativa de homicídio ou homicídio, a depender da gravidade do caso.

Além disso, fazer justiça com as próprias mãos pode caracterizar o crime de exercício arbitrário das próprias razões, previsto no artigo 345 do Código Penal.

Entre 2015 e 2024, a Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), por meio da Comissão de Direitos Humanos, registrou 720 casos de justiçamento, que é quando a população tenta fazer justiça com as próprias mãos. Desses episódios, 129 resultaram em morte.

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