Tempestade solar atinge a Terra hoje com mais força do que o previsto

Autoridades alertam para flutuações nas redes elétricas, irregularidades em satélites e possibilidade de auroras boreais em áreas pouco características

Publicado em 04/07/2026, às 19h34
Reprodução/NASA/GSFC/SDO
Reprodução/NASA/GSFC/SDO

Por CNN Brasil

Explosões solares recentes geraram alertas de tempestades solares, com pico previsto entre 4 e 5 de novembro, elevando o risco para uma tempestade forte de categoria G3, conforme a NOAA.

A tempestade afetará principalmente a região norte da Terra, podendo causar flutuações na rede elétrica, instabilidade em sistemas de rádio e aumento do arrasto em satélites, além de exigir proteção para astronautas devido à radiação solar.

Auroras boreais intensas são esperadas em áreas incomuns, incluindo partes dos Estados Unidos, enquanto a sequência de explosões solares, incluindo uma erupção de classe X1.1, destaca a atividade magnética do Sol em seu ciclo de 11 anos.

Resumo gerado por IA

As poderosas explosões no Sol que ocorreram nos últimos dias geraram alertas de tempestades solares em direção à Terra. O pico ocorre entre este sábado (4) e domingo (5), segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA na sigla em inglês), dos Estados Unidos.

Inicialmente, esperava-se tempestade solares com força moderada. No entanto, um aviso emitido no fim da noite de sexta-feira (3) elevou o risco para uma tempestade considerada forte – categoria G3, numa escala de 1 a 5.

A área norte da Terra será principalmente atingida. Podem ocorrer flutuações na rede elétrica. Sistemas de energia em altas latitudes podem apresentar alarmes de tensão. É possível que haja aumento do arrasto em satélites em órbita baixa da Terra. O sistema de rádio pode sofrer instabilidade e os astronautas que estão no Espaço têm de se proteger da radiação solar, que pode ser mortal.

Além disso, são esperadas auroras boreais de forte intensidade, alcançando áreas inusitadas. Segundo a NOAA, as auroras boreais devem ser vistas até nos Estados Unidos.

Poderosas explosões solares ocorreram nos últimos dias, com destaque para uma erupção de classe X1.1, considerada a categoria mais forte, segundo a Nasa.

A classe X indica as erupções mais intensas, enquanto o número fornece mais informações sobre sua força. A erupção X1.1 ocorreu no dia 30 de junho, informou a Nasa.

A sequência de explosões solares gerou ejeção de massa coronal em direção à Terra.

Já a escala de tempestade solares vai de G1 (menor) até G5 (extremo). A classe G3 é considerada maior.

O que é uma erupção solar

As erupções solares são comuns e acontecem várias vezes ao ano, embora uma série de explosões fortes da classe X em poucos dias seja pouco observado.

Elas fazem parte da atividade solar. O Sol tem uma atividade magnética, e essas erupções acontecem com uma certa frequência. Isso acontece em particular quando o Sol está mais ativo.

O Sol é regido por um ciclo, que dura em média 11 anos. Durante esse período, o campo magnético do astro-rei se inverte, causando variações, como manchas visíveis e as erupções.

Erupções solares podem ter diversas classes. A X – que pode variar de X.1 para cima (X.2, X.3...) – é a mais severa, com potencial para afetar satélites que estão na órbita da Terra.

Veja abaixo:

  • Classe X – São as mais severas, de grande magnitude, podendo interferir em comunicações e com grande quantidade de radiação. Gera auroras intensas. Os números podem variar, de X.1 a X.9, dando uma percepção maior da intensidade.
  • Classe M – São de tamanho médio, causam breves interrupções na comunicação por rádio e também geram auroras.
  • Classe C – São pequenas e com poucas consequências perceptíveis na Terra.
  • Classe B – São 10 vezes menores que as de classe C.
  • Classe A – São 10 vezes menores que da classe B, sem consequências.

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