Tenente da PM e mais dois homens são condenados por homicídio de empresário no Village

Publicado em 04/08/2026, às 08h44
Magnific/freepik
Magnific/freepik

Por TNH1 com Ascom MPAL

Três homens, incluindo um tenente da reserva da Polícia Militar de Alagoas, foram condenados pelo assassinato de Luciano de Albuquerque Cavalcante, ocorrido em 2019, com penas que somam mais de 59 anos de prisão. O crime foi considerado premeditado e motivado por uma disputa de terreno.

As investigações revelaram que os acusados monitoraram a rotina da vítima e planejaram o assassinato, que ocorreu logo após Luciano deixar uma oficina mecânica. Provas como laudos periciais e imagens de câmeras de segurança confirmaram a participação dos réus no crime.

O Ministério Público destacou que o assassinato foi motivado por desavenças relacionadas à venda de um terreno, que José Gilberto, o mentor do crime, desejava controlar. A morte de Luciano deixou 12 filhos, impactando financeiramente e emocionalmente sua família.

Resumo gerado por IA

O tenente da reserva da Polícia Militar de Alagoas, José Gilberto Cavalcante de Góes, o sobrinho dele, Gilson Cavalcante Góes Júnior, e Wagner Luiz das Neves Silva foram condenados, nessa segunda-feira (03), pelo assassinato de Luciano de Albuquerque Cavalcante no Conjunto Village Campestre II, na parte alta de Maceió. Somadas, as penas ultrapassam 59 anos de prisão em regime fechado.

O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

O crime

Eram pouco mais de 10 horas da manhã, do dia 25 de outubro de 2019, quando Luciano deixou uma oficina mecânica e seguiu em direção ao carro. O que parecia ser apenas mais um compromisso do dia, no entanto, havia sido cuidadosamente planejado por outras pessoas. Do lado de fora, os homens que, segundo a acusação, acompanhavam a rotina da vítima aguardavam o momento de executar o plano.

Segundo o Ministério Público de Alagoas (MPAL), o crime foi premeditado e executado de forma planejada. De acordo com a investigação, os acusados monitoraram a rotina da vítima, aguardaram a saída dela do condomínio onde morava e a seguiram até o local do crime.

Ainda conforme os autos, José Gilberto foi apontado como o mentor do assassinato e também como o responsável pelos disparos. Wagner Luiz teria dirigido o carro utilizado na ação criminosa, enquanto Gilson Cavalcante atuou na intermediação e no planejamento da execução.

Provas reforçaram a acusação

Durante o julgamento, o Ministério Público apresentou laudos periciais, registros de câmeras de segurança e exames de confronto genético que comprovaram a participação dos acusados.

Um dos laudos identificou a remoção recente do reboque do veículo utilizado no crime, estratégia adotada para dificultar a identificação do automóvel. Além disso, material genético encontrado em um boné deixado no local confirmou a presença de Wagner Luiz na cena do homicídio.

Imagens de câmeras de segurança também registraram a movimentação do veículo antes e depois do assassinato.

Crime teria sido motivado por disputa de terreno

Segundo as investigações, o assassinato teve origem em um conflito relacionado à venda de um terreno localizado no bairro Forene, em Rio Largo.

Conforme o Ministério Público, José Gilberto tinha interesse no imóvel e teria prometido regularizar a documentação para a realização de um loteamento. Entretanto, o acordo não foi cumprido e a vítima decidiu vender a propriedade.

A partir desse momento, as divergências se intensificaram, culminando no crime.
Luciano de Albuquerque Cavalcante deixou 12 filhos, quatro deles menores de idade. A sentença destacou o impacto financeiro e emocional causado pela morte do empresário, responsável pelo sustento da família.

Gostou? Compartilhe