Testemunhas do Caso Beatriz, crime que chocou os alagoanos na última semana, começam a ser ouvidas pela Polícia Civil nesta terça-feira, 11. O corpo da menina de seis anos foi encontrado com sinais de abuso sexual dentro de um saco no telhado de casa.
Testemunhas do Caso Beatriz, crime que chocou os alagoanos na última semana, começam a ser ouvidas pela Polícia Civil nesta terça-feira, 11. O corpo da menina de seis anos foi encontrado com sinais de abuso sexual dentro de um saco no telhado de casa. O homem conhecido como "Santinho" foi preso, disse que estava sob efeitos de droga e não lembra o que aconteceu.
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O delegado Diego Nunes, titular do 42º Distrito Policial, do município de Maravilha, será o encerregado de dar prosseguimento às investigações e deve colher os depoimentos dos parentes de Ana Beatriz neste primeiro momento. Os interrogatórios devem continuar nesta semana até quinta-feira, 13, e mais pessoas podem ser ouvidas.
Segundo a advogada Julia Nunes, presidente da Associação AME e que representa a família da vítima, a criminalística da polícia também deve ir ao local do crime nesta terça. O trabalho deve conseguir detalhes da dinâmica do estupro seguido de assassinato.
Nunes também revelou que mais três mulheres podem ter sido vítimas de "Santinho". Ela explicou que agora também tem a procuração para defender uma segunda vítima e que vai incluir a nova denúncia nos autos do processo contra o suspeito.
Ontem, a TV Pajuçara/RecordTV obteve, com exclusividade, imagens de uma câmera de segurança localizada em uma das ruas da cidade de Maravilha, no interior de Alagoas, e que seriam os últimos momentos da pequena Ana Beatriz, na última quinta-feira (06).
A qualidade da imagem não é boa, mas testemunhas afirmam que, de fato, seria esse o registro da movimentação da criança de 6 anos de idade e de "Santinho", nos momentos que antecederam o crime.
A câmera registra, às 3h05 da manhã, quando uma criança passa. Seria a irmã da Ana Beatriz. Dez segundos depois, surge outra criança, que seria a pequena Beatriz. Às 3h06, passa correndo uma outra pessoa, ainda não identificada. A criança, que seria Ana Beatriz, permanece no local, embaixo de uma cobertura. Logo em seguida, às 3h07 surge a imagem de um homem que, segundo testemunhas, seria "Santinho".
Segundo apurou a produção da TV Pajuçara, a sequência de imagens mostra ainda que, ao fundo, outra pessoa passa pelo local quando supostamente a irmã da vítima retorna para a mesma rua, enquanto há uma movimentação embaixo da cobertura. A irmã passa e vai embora.
Entenda o caso
A morte de uma criança supostamente vítima de estupro revoltou moradores do município de Maravilha, no Sertão alagoano, na manhã dessa quinta-feira (06). A população se reuniu e atirou pedras na residência do suspeito de cometer o crime. Militares do 7º Batalhão da Polícia Militar foram acionados para capturar o homem e conter os populares.
Segundo os primeiros levantamentos da polícia, o suspeito teria estuprado e depois assassinado a criança. O corpo da menina foi encontrado com machucados e sinais de estupro, dentro de um saco no telhado da casa do suspeito.
Os moradores usaram pedras e pedaços de madeira para jogar no imóvel onde o homem mora. Eles arremessaram os objetos no muro e no telhado da casa. Os militares precisaram utilizar força policial e chegaram a disparar tiros de borracha para dispersar os populares que, além de se aglomerarem na frente da casa, arremessavam objetos em direção aos policiais que faziam a escolta na frente da residência.
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