Tetracampeão Romário quase jogou no CSA antes de virar estrela mundial; história é lembrada por treinador

Publicado em 20/10/2026, às 15h55
Copa do Mundo, 1994: Romário, da Seleção Brasileira, comemora seu gol na vitória da Seleção Brasileira contra a Seleção da Holanda, por 3 a 2, em jogo válido pela Copa do Mundo de 1994, no Estádio Cotton Bowl, em Dallas - Ormuzd Alves / (F) Folhapress
Copa do Mundo, 1994: Romário, da Seleção Brasileira, comemora seu gol na vitória da Seleção Brasileira contra a Seleção da Holanda, por 3 a 2, em jogo válido pela Copa do Mundo de 1994, no Estádio Cotton Bowl, em Dallas - Ormuzd Alves / (F) Folhapress

Por João Victor Souza

Você sabia que um dos maiores atacantes da história do futebol mundial quase vestiu a camisa do CSA? Em 1985, antes de se tornar ídolo e campeão do mundo, Romário esteve muito próximo de ser emprestado pelo Vasco da Gama ao Azulão. A revelação foi feita pelo técnico Júnior Lopes, filho do lendário treinador Antônio Lopes, em entrevista ao Charla Podcast, nesta terça-feira (20).

Naquele ano, o "Baixinho" defendia a Seleção Brasileira Sub-20, mas acabou dispensado pelo técnico Gílson Nunes por problemas disciplinares. De volta ao Vasco, o atacante ficou "queimado" na diretoria e retornou às categorias de base, sem espaço no time principal. Foi quando o CSA entrou na jogada. Porém, um jogo da equipe de base do Cruzmaltino mudou a rota do artilheiro.

"Se eu não me engano era Vasco e Portuguesa [Sub-20]. O Romário perde uns três ou quatro gols. O meu pai olha e fala para o Paulo Angioni [dirigente do Vasco à época]: "Esse moleque é f*da, eu quero ele na segunda-feira para treinar. O Paulo diz: "Poxa, Lopes! Ele veio da Seleção agora com alguns problemas disciplinares. Acho que o seu Calçada [presidente do Vasco] vai emprestar ele para o CSA". Aí meu pai segura o Romário. Tanto que depois o Vasco libera o Mário Tilico para o CSA no lugar dele".

Ainda durante aquela partida do Sub-20, Antonio Lopes foi ao encontro do presidente do Vasco, Antônio Soares Calçada, e pediu para que Romário fosse integrado ao elenco principal. O mandatário voltou a falar do CSA como possível destino do atacante, mas foi convencido pelo técnico.

"O Paulo chamou o seu Calçada e meu pai falou: "Eu quero esse moleque, deixa ele treinar comigo, só para eu vê-lo". Aí o Romário vai para o profissional. Ele começa a treinar numa segunda-feira. Na quarta-feira tem Vasco e Bangu, e o Romário não vai para o jogo. No domingo tem Vasco e Inter no Sul. O Romário vai e entra no segundo tempo, no lugar do Mário Tilico. E o jogo termina em 2 a 2. Ele gosta do Romário para caramba", lembrou.

Assista abaixo:

O impacto no Azulão

Em 1985, o CSA disputava a Taça de Ouro (primeira divisão do Brasileirão) e vivia um bom momento. O Azulão avançou ao quadrangular da segunda fase, ficando entre os 16 melhores clubes do país. A equipe alagoana tinha pela frente o Atlético-MG, o Guarani e a Ponte Preta.

A chegada de Romário seria um reforço para tentar uma vaga nas finais. Sem o Baixinho, o time marujo acabou caindo na segunda fase, deixando no ar a curiosidade: até onde o CSA teria chegado com o jovem Romário no ataque?

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